Editorial
Cooperar faz bem

O cooperativismo paranaense se superou em ano de turbulências e está fechando 2017 no azul. Neste ano, segundo cálculos divulgados no fim de semana pelo Sistema Ocepar, que congrega essas instituições, as cooperativas do Estado movimentaram nada menos que R$ 70 bilhões. Os lucros líquidos passam de R$ 2 bilhões. São centenas de milhares de pessoas fazendo a roda girar, mesmo que o terreno pareça bastante improvável para o desenvolvimento.

Quando se fala em cooperativismo, especialmente na região Oeste, logo vem à mente as cooperativas agroindustriais. Produzindo grãos, leite, ovos, carnes suína, bovina e de frango, peixes, entre outros itens indispensáveis para a humanidade, moldam com desenvolvimento as regi- ões onde estão inseridas. São organizações exemplares, no sentido literal da palavra, pois servem de modelo para produtores de todo o Brasil e até do exterior. Volta e meia alguém vem saber como é que se faz.

As cooperativas agropecuá- rias são de extrema importância. Aproximadamente a metade de tudo - e é muita coisa - que é produzido no Paraná vem das cooperativas. Há, no entanto, outras organizações que ajudam o sistema a alcançar números tão grandiosos, como o cooperativismo de saúde e o de crédito. Este último, aliás, tem crescido vertiginosamente nos últimos tempos, tornando-se importante alternativa aos bancos comuns. Em 2017, 80 mil pessoas se associaram a cooperativas de crédito no Paraná. Para se ter uma ideia, esse número é de oito mil para novos cooperados das agropecuárias.

Juntos, formam uma cadeia gigantesca, que blinda seus associados das grandes turbulências de mercado, consegue barganhar e praticar melhores preços, acessa mercados mundiais, garante serviços de qualidade, amplia oportunidades e gera desenvolvimento econômico, social e ambiental. É um modelo de administração quase irretocável. Como em todo sistema, há avanços que podem e devem ser aplicados. Para isso, o Paraná está bem servido de representantes cooperativistas de grande destaque. São lideranças espalhadas por todas as regiões que não só fazem acontecer, mas planejam com maestria os caminhos que suas instituições devem trilhar. Junto com assessores, criam metas ousadas que até pouco tempo atrás seriam utópicas. A próxima é chegar ao faturamento de R$ 100 bilhões até 2025. Duvida?

O cooperativismo paranaense tem mostrado ao Brasil que é possível fazer cada vez mais e melhor. Em Marechal Cândido Rondon e microrregião, Copagril, Sicredi e Sicoob garantem a fatia nesse bolo. São instituições idôneas, prósperas, vultuosas, que estão próximas de seus cooperados, que ajudaram e ajudam a ditar o modelo de vida nas cidades e no campo.

Os números que o cooperativismo atinge em 2017 somente reforçam a importância que o setor tem para a economia e para a vida dos paranaenses. Trata-se de um avançado sistema de gestão, coordenado por ícones do setor, alimentado por centenas de milhares de cooperados que fazem a roda girar, mesmo sobre terrenos acidentados.