Fruet para todos

Atualizado em: 31/05/2012 - 00:00

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Está sacramentada a candidatura de Gustavo Fruet no PT. O seu tão esperado encontro com o ex-presidente Lula consagrou uma aliança nunca antes sonhada, mas compreensível diante dos acontecimentos de 2010, que culminaram com a eleição do governador Beto Richa, a vaga agora na tentativa de renovação do prefeito Luciano Ducci até o isolamento a que foi submetido o ex-deputado Fruet. A política é dinâmica, perdoem-me pela obviedade. Mas é assim, como todos sabemos, o que pode levar a alianças inimagináveis. Ademais, não temos partidos ideológicos, programáticos, vota-se em pessoas das quais já não mais lembramos, assim como os eleitos também não lembram logo após o pleito vitorioso.
O ex-deputado Fruet esteve com Lula. Não foi cobrado, como alguns esperavam diante de sua aguerrida atuação na Câmara Federal em 12 anos seguidos. Mais, sua posição diante do mensalão também não motivou pedido de desculpas. Se isso ocorresse teria uma fila infindável de parlamentares se desculpando, tamanho foi o número de manifestantes contra aquele escândalo. Se Lula e Fruet não se conheciam, o fato não é original. Tantas foram as viagens internacionais do ex-presidente que ele se tornou um cidadão do mundo, conhecendo lideranças do Universo. Agora, voltando à militância no Brasil, é natural que vá, pouco a pouco, trocando apertos de mão e debatendo questões importantes ao país. Afinal, ele por ação já sabe disso. Há vida fora do PT e seus mais graduados integrantes.
Esse encontro foi o primeiro passo. Tanto por parte do candidato prefeitural, como para a torcida que vem fazendo o ministro Paulo Bernardo. Lula deve vir para a campanha e todos o querem bem de saúde para animar o ambiente e ajudar seu novo parceiro. Espera-se que as diferentes alas do PT passem a falar a mesma linguagem, pois ainda se pensa seriamente num acordão, com Fruet apoiando o candidato do PT ao Governo do Paraná, seja a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, seja o ministro Paulo Bernardo. Há expectativa quanto aos demais partidos que formam na base do governo federal. É o caso de Ratinho Junior, do PSC, do próprio candidato do PMDB (se continuar sendo) Rafael Greca e, por que não, o atual prefeito Luciano Ducci, do PSB. Lula deverá ser pressionado a, se não pode apoiar um deles, ficar isento, embora Fruet seja também da base, através do PDT de Osmar Dias, que é auxiliar do governo federal no Banco do Brasil e que na campanha de 2010 teve apoio de Lula.
Cabe, por outro lado, ao candidato do PDT, por si e pelo partido, zelar pela fidelidade da classe média. É inevitável entender-se não ser fácil a compreensão de uma aliança com o PT. Fruet, porém, não pode continuar sofrendo restrições, pois foi tucano e abandonado. Como no país não temos partidos a exemplo, pois não, da Inglaterra ou dos Estados Unidos, onde não se troca de partido, não poderá ser tão difícil ao candidato Fruet, principalmente, ir a todas para manter, como há anos, a classe média que era dele, com ele marchando mais uma vez.

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