AGROTÓXICO
Atualizado em: 13/01/2011 - 22:06
A produção de alimentos vem aumentando para atender o crescimento do consumo, em razão do desenvolvimento e da população mundial que cresce a cada segundo. Entretanto, a demanda produtiva sempre fica vulnerável às questões climáticas, mão de obra, transportes, armazenagem, industrialização e tecnologias utilizadas para obtenção de maior volume de produtos de origem animal e vegetal.
Em 11 de janeiro é uma data instituída para lembrarmos sobre o controle da poluição por agrotóxico, fato que nos leva a refletir sobre nossas atitudes em relação à utilização de herbicidas, fungicidas, inseticidas ou qualquer outra substância capaz de envenenar nosso meio ambiente. É oportuno refletirmos sobre os perigos danosos que poderão surgir quando utilizamos de maneira inadequada qualquer tipo de produto tóxico.
Conheço uma pessoa que é habilidosa e dedicada, com intuição de melhorar o vigor das plantas no jardim de sua residência, resolveu por si só depositar uma grande quantidade de massa orgânica misturada com fezes de aves ao redor dos pés de flores. A fertilidade do solo foi restaurada, mas a quantia foi excessiva e o produto (sem curtir) provocou um superaquecimento na terra naquele momento, culminando com a morte de todas as plantas ali existentes. Para o meio ambiente isso causou quase zero de impacto porque não ficou ali nenhum resíduo danoso. Agora, se tivesse utilizado um produto tóxico de forma inadequada ou em quantidade maior do que o necessário, com certeza, ficaria dano depositado naquelas imediações por um longo período.
É preciso avançar em pesquisa capaz de diagnosticar os registros de intoxicações em nosso país para evitar uso incorreto dos agrotóxicos, hoje apontado como origem de doenças que atravessam gerações, por falta de cuidados necessários no manuseio ou aplicação desses produtos. Os agrotóxicos são necessários e seguros para aqueles que os utilizam corretamente, mas o agente sempre será responsável pelo seu uso.
Precisamos de medidas que extrapole o âmbito da produção e do consumo, buscando disciplinar o acesso às substâncias de maior periculosidade, priorizando produção de alimentos orgânicos ou que propicie menor necessidade de agrotóxicos, o que representaria a diminuição dos riscos de contaminação. Assim, a vida seria mais saudável e o Poder Público economizaria em tratamento de doentes contaminados, pois alimento livre de agrotóxico, porque prevenir é o melhor remédio para conquistar vida longa e saudável.
