Lester Bangs: um jornalista rock and roll até os ossos

Atualizado em: 30/04/2012 - 20:05

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Há exatos 30 anos, em 30 de abril de 1982, morria o jornalista norte-americano Lestes Bangs, mais um da boa safra de jornalistas que surgiram em meio à contracultura e toda aquela onda do new journalism que deu uma chacoalhada no mercado editorial dos EUA e que influenciou meio mundo entre as décadas de 50, 60 e 70.

Leslie Conway Bangs  não só escrevia sobre rock, mas também sua escrita era rock e seu estilo de vida idem. Tanto é que morreu jovem, aos 33 anos, detonado por drogas e bebida como muitos daquela geração de roqueiros.

Também teve algumas bandas, mas nada muito sério. De bacana, além dos seus textos, ficaram suas lições para quem trabalha cobrindo jornalismo musical, cultural, o que por fim acaba valendo também para outras editorias.

Segundo Bangs, músico e jornalista metido a crítico jamais podem ser amigos. Estão em lados opostos. “Os ídolos estão aí para tomar porrada”, dizia Bangs.Para quem quiser saber um pouco mais sobre o cara, de uma clicada aqui.

Para hoje, deixo algumas frases extraídas do livro “Reações Psicóticas”, o

“Os alemães inventaram a anfetamina para os americanos (e para os ingleses – não podemos esquecer o Rick Wakeman e Emerson , Lake & Palmer) se destruírem, deixando assim o mundo da música pop aberto para conquista definitiva.”

- Sobre o Kraftwerk, na revista Creem, em setembro de 1975.

“Se tem alguma coisa que eu odeio escutar de músicos é papo de música.”

“Ego? Essa pode não ser a palavra mais grandiosa do século XX, mas certamente é o veneno que embala a alma de todo popstar.”

“O fato é que Lou, como todos os heróis, está aí pra tomar porrada. (...) Heróis são uma puta coisa estúpida de se ter em primeiro lugar e um bloqueio geral a tudo que você queira conquistar por conta própria”.

- Sobre Lou Reed, na revista Creem, em março de 1975.

“O maior pecado de qualquer artista é o desprezo pelo público.”

- Texto sobre a morte de Elvis Presley, na revista Village Voice em agosto de 1977.

“Os Beatles foram acima de tudo um momento. Mas a geração deles não foi a única geração na história, e insistir em manter a brasa daqueles sonhos acesa de qualquer maneira, com a esperança de que voltará de alguma forma a arder novamente nos anos 80, é uma busca tão fútil quanto tentar transformar as letras de Lennon em poesia.”

- Sobre a morte de John Lennon, no jornal Los Angeles Times em dezembro de 1980.

O livro saiu pela Editora Conrad em 2005. Quem se interessar, se der sorte pode encontrá-lo algum sebo por aí...

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