O que o desastre do Titanic pode nos ensinar
Atualizado em: 15/04/2012 - 11:25

Hoje faz 100 anos do naufrágio do Titanic, certamente uma das maiores tragédias da era moderna. Na época considerado um navio que “nem mesmo Deus poderia afundar”, o Titanic foi a pique cerca de duas horas e meia depois de ter colidido contra um iceberg, às 23h40 de 14 de abril. Às 2h20 de 15 de abril, o Titanic afundou, levando consigo 1.500 vidas das cerca de 2.200 pessoas que estavam a bordo do maior transatlântico já construído até então. Desde então, os destroços do navio repousam a 4 mil metros de profundidade no Oceano Atlântico, próximo da Ilha Terra Nova, no Canadá.
O Titanic já despertava o interesse das pessoas desde a sua construção. Com quase 270 metros de comprimento e 48 mil toneladas, o Titanic foi fabricado por cerca de 15 mil trabalhadores em três anos. Movido por dois motores movidos a carvão e três hélices propulsoras, o Titanic desenvolvia a velocidade máxima de 43 km/h – parece pouco, mas era um número incrível para a época. Há que se ressaltar ainda o luxo de seu interior. Tudo isso se perdeu na viagem inaugural.

A jornada mortal do Titanic teve início na Inglaterra, no porto de Southhampton, no dia 10 de abril. O destino era Nova York. Cinco dias depois, o desastre aconteceu. As notícias correram o mundo todo. Desde então, o Titanic virou objeto de culto e até obsessão para muitos. É o caso de Robert Ballard, o ocenógrafo que descobriu os destroços do navio em 1985. Outro entre tantos aficcionados é o diretor de cinema James Cameron, que emocionou o mundo com seu filme Titanic, de 1997, que venceu 11 Oscar.
Em documentário que estreou esta semana no canal National Geographic, o cineasta e outros especialistas discutem as novas descobertas sobre o naufrágio, traçam novas teorias sobre o acidente e mostram mais imagens captadas através de submarino, no qual o próprio James Cameron mergulhou para registrar o Titanic no fundo domar.
Em “Titanic: Final Word With James Cameron”, o diretor tenta explicar o porquê do Titanic desde sempre prender tanto a atenção das pessoas, James Cameron diz que mais do que a grandiosidade do navio, é a tragédia que toca as pessoas. Para James Cameron, o Titanic é uma parábola perfeita sobre a soberba humana. Segundo ele, o Titanic pode ser interpretado como uma representação do mundo. Havia a diferenciação de pessoas em classes, com alguns poucos comandando toda a situação e acreditando serem capazes de contornar qualquer problema. E foi justamente o excesso de confiança que foi fatal para o Titanic. Aquele que não poderia ser afundado nem por Deus, encontrou o fim em um esbarrão contra um bloco de gelo.

Para o cineasta, como parábola, a “história” do Titanic pode ser trazida para a realidade atual. A humanidade é representada pelo Titanic e o iceberg é a destruição do meio ambiente. Apesar de todos os avisos, seguimos arrogantemente a toda velocidade sem desviar da rota de colisão da catástrofe ambiental, da qual nos aproximamos a cada dia mais.
Todos sabem que de cada erro, de cada tragédia, sempre é possível aprender valiosas lições. Cada pode tirar suas próprias lições sobre o episódio e fazer da tragédia do Titanic uma parábola para a sua própria vida. Cada um sabe dos icebergs que pode encontrar pela frente...

