Calmaria total
Atualizado em: 08/08/2012 - 00:00
Se antes do período oficial para o início das eleições o cenário político de Marechal Cândido Rondon era um agito só, de muita expectativa e negociações, depois que a campanha começou, a calmaria é geral.
Um mês se passou desde que foi dada a largada para o pleito 2012, mas até agora pouco se vê o trabalho dos candidatos em busca de votos.
O clima está morno, quase frio. Tudo segue muito discreto, em comparação a outros municípios, onde a campanha está “pegando fogo” faz tempo.
Não temos visto manifestações expressivas dos grupos políticos. Também, pouco se vê placas, cartazes ou faixas de candidatos; a distribuição de santinhos e a publicação deles em veículos de comunicação impressos são praticamente inexistentes até aqui. As reuniões eleitorais ainda caminham a passos lentos e o contato direto com o eleitor, o famoso corpo a corpo, olho no olho, é muito tímido.
Esta tranquilidade dá uma nova cara às eleições, até então sempre muito disputadas desde o seu começo. Os eleitores rondonenses, que esperavam grandes embates logo de cara, vão ter que continuar na expectativa para o desenrolar da campanha. Certamente ela não permanecerá “light” dessa forma até outubro. Imagina-se que com o início da propaganda eleitoral no rádio, no próximo dia 21, o clima comece a aquecer.
É praxe os grupos de oposição aproveitarem os programas de rádio para “cutucarem” os adversários políticos e atacarem as fragilidades do governo de situação. Essa será a tendência. Já o grupo situacionista, que busca a reeleição, deve atuar na defensiva, como tem feito até aqui.
Os eleitores esperam que a campanha “pegue fogo” em breve, até porque, com este cenário de calmaria, passa-se a impressão de que não há um planejamento para o futuro de Marechal Cândido Rondon. As pessoas não sabem o que pensam e o que projetam os candidatos para o município.
Claro que o “pegar fogo” que a população espera refere-se ao embate de ideias, à discussão e à apresentação de propostas. Afinal, é a partir disso que muitos eleitores decidem em quem votar. É a partir disso que podem avaliar quem são as pessoas que realmente saem da zona de conforto e apresentam sugestões interessantes, criativas, empreendedoras e ousadas. É a partir disso que podem definir seus escolhidos para governarem o município nos próximos anos.
Os ataques e contra-ataques ofensivos, pejorativos e desqualificados podem ser deixados de lado, até porque, ninguém gosta de baixaria. Isso não é interessante nem para as coligações, nem para o povo.
Esperamos que os candidatos e suas equipes ouçam o que as comunidades, seja da sede ou do interior, tenham a dizer e que essas vozes tenham força na elaboração de seus planos de governo. O desenvolvimento de um município não pode ser traçado somente a partir do que seus governantes ou futuros governantes acham e acreditam ser necessário. O povo, que é o seu eleitor, precisa ter participação nesse processo.
Um desejo coletivo tem cara de ser muito mais necessário do que um desejo solitário, muitas vezes utópico. A realidade dos cidadãos, que são a mola-mestra de um município, precisa ser considerada, sempre, jamais ignorada.
