Harto Viteck
Atualizado em: 10/02/2012 - 00:00
Moça, me espere amanhã / levo o meu coração prá te entregar / Moça, moça eu te prometo / eu me viro de avesso, / só prá te abraçar. / Moça, eu sei que já não é pura / teu passado é tão forte, pode até machucar / ...
Wando (Wanderley Alves dos Reis)
1945 – 08.2.2012 – músico mineiro-carioca. Celebrou-se por composições romântico-eróticas e por distribuir e receber calcinhas em seus shows. Antes de ser cantor, foi engraxate e caminheiro. Seu primeiro grande sucesso foi “Moça”, extrato acima reproduzido. (torpde musical)
O IMPERADOR ENGANADO
... No ano de 1828, reinava no Brasil o imperador D. Pedro I. O país estava um caos, a inflação corria solta, o Banco do Brasil estava à beira da falência e a população nas ruas praguejava contra a falta de gêneros alimentícios. Mas o imperador tinha outras preocupações.
... Viúvo desde 11 de dezembro de 1826 de Dona Leopoldina, D. Pedro estava mais preocupado em namorar suas ricas amantes que com negócios de administração. Nesse ano ele era amante, ao mesmo tempo, da marquesa de Santos, da baronesa de Sorocaba, de Clemência Saisset, etc. Só de filhos bastardos lhe nasceram mais dois nesse ano!
... Mas D. Pedro queria mais, muito mais. Já há algum tempo ele estava olhando cobiçosamente para Dona Ana Rita Pereira da Cunha, uma das mulheres mais bonitas do Rio de Janeiro, solteira, casadoira e que era conhecida na sociedade carioca como “Senhorinha”.
... Nascida em 1808 na Bahia, estava na flor de seus 20 anos. Havia, entretanto, um forte empecilho. Era filha dileta do marquês de Inhambupe, D. Antônio Luís Pereira da Cunha (imagem central), baiano linha-dura, grande nobre do império, ex-ministro da Fazenda, um dos homens mais respeitáveis da corte, e, por isso mesmo, poderoso formador de opinião pública. D. Pedro não desejava, naquele momento crítico da vida nacional, arranjar complicações com este temível senhor.
... Imaginou nosso imperador um estratagema. Seu amigo, o barbeiro Plácido Antônio Pereira de Abreu, lhe serviria de alcoviteiro, fazendo as negociações entre D. Pedro e Ana Rita. Plácido recebeu ordens de entregar uma rica joia à “Senhorinha” e fazer-lhe a proposta de um encontro. O barbeiro obedeceu sem pestanejar. No dia seguinte, Plácido se apresentou no palácio com o relato da jovem: ela aceitara a joia, mas recusara o encontro!
... D. Pedro não desistiu. Mandou entregar outra joia, mais rica que a anterior, e com a mesma proposta. Plácido partiu e, no dia seguinte, voltou a relatar que Dona Ana tornara a aceitar a joia, mas novamente repelira o encontro. D. Pedro, agora furioso, mandou entregar a mais rica joia da coroa e polpuda quantia em dinheiro, o suficiente para uma vida tranquila por muito tempo.
... Plácido novamente partiu com a espinhosa missão, mas, estranhamente, no dia seguinte, quem apareceu no Palácio de São Cristóvão foi nada mais nada menos que o próprio marquês de Inhambupe e seu séquito. Pediu audiência imediata com D. Pedro, para tratar de assunto gravíssimo, e foi atendido sem demora.
... O marquês contou uma história incrível. Relatou que Plácido fôra à sua casa e entregara rico presente à sua filha, tendo-lhe declarado na ocasião amor eterno. Voltara dia seguinte com presente mais rico e declarações ainda mais melífluas.
... No terceiro encontro, a pedira em casamento e se propôs a pagar toda a cerimônia, prometendo realizar, do seu próprio bolso, a festa de núpcias mais luxuosa que até então se fizera na corte. O marquês acedera positivamente, mas como Plácido era funcionário privado do imperador, viera então perguntar se existia algum impedimento por parte do imperial monarca.
... D. Pedro ficou boquiaberto. Fôra enganado por seu amigo! Alegando pedir tempo para pensar, D. Pedro dispensou o marquês e, logo em seguida, expediu ordem de busca e prisão contra Plácido.
... O barbeiro fugiu, mas foi preso quando já havia deixado a cidade. Levado à presença de D. Pedro no Paço Imperial de São Cristóvão, recebeu do imperador forte recriminação, permeada de palavrões. Mas, em determinado momento, D. Pedro inesperadamente o abraçou e, moderando o tom de voz, disse-lhe ao pé do ouvido: “Sejam muito felizes!”.
... Plácido e Ana Rita casaram-se naquele mesmo ano na Capela Imperial, hoje Igreja do Carmo, na Rua Primeiro de Março. D. Pedro I esteve presente e, logo depois, o nomeou Oficial da Casa Imperial.(tt/ jornalcopacabana/milton teixeira - hvop)
Cabeça de coruja
Nada estabelece limites tão rígidos à liberdade de uma pessoa quanto a falta de dinheiro.
John Kenneth Galbraith
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1908-2006 - economista estadunidense
Cotidianas...
. A fome é o tempero dos temperos.
. A escola da vida é sempre difícil porque não tira férias.
. É mais fácil fazer dinheiro do que segurá-lo.
Poesia anotada
O Amor
Os ventos que as vezes tiram algo que amamos,
são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar…
Não devemos chorar pelo que nos foi tirado
e sim aprender a amar o que nos foi dado.
Pois tudo aquilo que é realmente nosso,
nunca se vai para sempre.
Bob Marley (Robert Nesta Marley)
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1945-1981 - músico jamaicano
Amenizando o estresse
Pão duro
Judeu chega em casa:
- Sara já fez? - Sim, papai!
- Samuel já fez? - Sim, papai!
- Mamãe já fez? - Sim, ...
- Então, Samuel, pode puxar descarga do banheiro...
Das vias curitibanas
Pensar mal dos outros até pode ser um pecado. Mas raramente será um engano. (hlm)
Tarja
Das vantagens de ser bobo
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- de Clarice Lispector
“Ser bobo não é assim tão ruim com
muitos pensam. Ser bobo é uma arte”.
Clarice Lispector
(1920-1977)
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O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo. Estou pensando”.
Ser bobo, às vezes, oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
[...]
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem. [...]
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* escritora ucraniana-carioca
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Zum Schluss
“Mantenha sempre uma atitude positiva. Espere que todas as coisas maravilhosas aconteçam não no futuro, mas agora. Não permita que nada absolutamente te atrapalhe ou te detenha de alguma forma.”
Ben Gazzara
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1930 – 03.02.2012 – cineasta estadunidense, de origem italiana. Consagrou-se no cinema por
sua atuação vigorosa em “Anatomia de um Crime”, cujo filme foi indicado a sete prêmios do “Oscar. (new york imes/tradução:jair neves junior)