Panorama Político

Atualizado em: 03/08/2012 - 00:00

comentários

O que esperar...
Dividindo a opinião pública mais arejada, compartilhando espaço com a CPMI do Cachoeira que se duvida chegue a conclusões definitivas e com as eleições municipais, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou ontem (02) o julgamento do mensalão. Tido e havido como o maior julgamento da história jurídico-política do Brasil, na medida em que as ascensões na carreira jurídica se dão por escolha do dirigente de plantão (governador em nível estadual e presidente na República), nunca se sabe o que realmente vai acontecer. Até porque, não apenas o ministro Dias Toffoli é umbilicalmente vinculado ao PT de Lula; outros devem a ele e a FHC suas nomeações. Como anteriormente outros deveram. Há ainda um remanescente do governo Collor, que por sinal negou-se a participar do julgamento de seu primo. Ademais, mensalão sempre existiu no Brasil. Para só citar exemplos recentes, fiquemos com a Constituição-Cidadã de 1988: construída à custa do “centrão”. Uma arrecadação fantástica de recursos para atender interesses de empresas, a maioria das quais multinacionais e que regou a horta de muitos deputados, entre eles vários do Paraná. Além disso, há as emendas parlamentares. Uma forma de cooptação de votos explícita, pois só serão liberadas as verbas de alinhados. Além de os corromperem, na medida em que alguns se beneficiam de parte dos valores liberados para atenderem a supostos interesses de suas bases. Portanto, apesar do alarde feito agora, nenhuma novidade: apenas o número de corruptos julgados num só processo. Talvez, se punições forem impostas, embora ninguém vá preso, os métodos comecem a mudar. Uma boa sugestão moralizadora é acabar com as corruptoras emendas parlamentares.

Imperdível
Quem tem a paciência de juntar recortes jornalísticos, pró e contra, e ainda dono de memória “elefantástica” como o Silvio Sebastiani, que está lançando seu segundo livro, sempre terá coisas a contar (o primeiro, “Governadores do Paraná, escrito com o sempre lembrado, Enéas Faria). Coisas que parte da imprensa curitibana, até tempos atrás amarrada às verbas oficiais, omitiu. O lançamento é hoje (03), na Sociedade Thalia, às 19 horas.  

Mais do mesmo
No mesmo dia em que se começa o tão falado julgamento do “mensalão”, que até prova em contrário, pouca gente neste país de descrentes políticos imagina que dará em alguma coisa, debates na TV Bandeirantes reunirão em Curitiba, Londrina, Maringá e Foz, candidatos para se acusarem mutuamente.

Debates inócuos
A exemplo dos debates anteriores, a começar no de 1989, quando a Globo, acintosamente, assumiu a candidatura de Collor, editando no dia seguinte, já no horário em que a propaganda eleitoral não era permitida, os “melhores momentos” do debate entre
Collor e Lula, com visível vantagem para o primeiro, debates nada acrescentam. Apenas produzem material para os programas eleitorais.

Mostrando serviço
Um modelo de debate em que apenas propostas pudessem ser apresentadas, acrescentaria alguma coisa. Além disso, o horário em que são exibidos, já comprovam o pouco interesse que irão despertar. Até o colunista que por dever de ofício será obrigado a assistir, só comentará o assunto no sábado. Uma coisa pode ser antecipada: quem apresentará um retrospecto de sua administração será Rafael Greca. Herdeiro político de Lerner a quem renegou, é o remanescente da fase criativa de Curitiba.

Influências
midiáticas
As verbas oficiais de comunicação do Governo do Paraná (e prefeitura) e as do governo federal, dirigidas a alguns veículos de comunicação, ditarão os rumos da campanha municipal em Curitiba. Contra e a favor. Bastará ter olhos para ler, assistir e ouvir, antes de formar opinião.

Em choque
Lembrete a afoitos assessores jurídicos: imóveis transferidos a filhos, com direito a usufruto, não implicam em recursos. São as poucas formas de driblar a gulodice fiscal dos governos que restam aos brasileiros.

Compartilhar esta notícia

Publicidade