Devo e sou
Atualizado em: 15/02/2012 - 00:00
Primeiro precisamos pontuar que o devo não vem do verbo debitar, mas sim do dever que cabe a cada ser humano, em sua busca de evolução interior. É por isso que estamos humanos. Entender a si próprio obriga a meditar, pensar, analisar e agir de forma consciente. Não copiar. Não seguir. Descobrir, por nossa busca, por que razão nascemos aqui neste país, nesta cidade, com estes amigos e nesta família. Isso foi nossa escolha.
Devo procurar entender efetivamente o que sou, de ser. Jamais conseguirei ser se somente me adapto ao meio e não busco a evolução que meu interior procura.
Devo assimilar que preciso entender as pessoas em minha volta sem, contudo, julgá-las. Julgar cria karma.
Devo, antes de qualquer coisa, saber que uma vida é um estágio a ser cumprido.
Devo buscar. Este é o ponto.
Sou, portanto, uma essência em processo de evolução. Sou hoje, se possível, melhor do que fui ontem e pior do que serei amanhã.
Sou o que admito ser.
Sou o fruto dos meus pensamentos e consequentes palavras e atitudes.
Sou quem produz, desta forma, a “eletricidade” de meus desejos, ambições e vontades.
Nada se compara à força de um pensamento.
Jamais serei o que o dinheiro compra. Serei, sim, o que minha mente projeta.
Mas, de onde vem o devo e sou deste texto?
Vem das letras que formam a palavra Deus. E não é por um acaso que o eu está entre o d de devo e o s de sou. Devo buscar conhecimento e sabedoria para meu crescimento e, portanto, eu sou o meu caminho.
Compliquei a sua cabeça?
Sim, é provável.
Compliquei se você ainda for refém do que o ser humano criou para lhe controlar. Para dirigi-lo e para mantê-lo preso a conceitos que só serviam de lenitivo quando a comunicação praticamente era feita de voz a voz e por contato pessoal.
Naquela época, era mais fácil adestrar e conduzir. Todo ser ignorante passa a ser uma presa fácil.
Naquela época, acreditava-se que o mundo era quadrado.
Quadrada, hoje, é a postura de quem segue e não questiona. Não pesquisa e não se atualiza.