Carta resposta ao editorial "Direito à Informação"
Atualizado em: 07/07/2010 - 22:05
Carta resposta/opinião em relação ao editorial "Direito à Informação", de 26/01/2010
Senhor diretor,
Acredito que grande parte da sociedade, pais, avós e professores não estejam preparados para ver os adolescentes tendo relações sexuais tão cedo e de maneira tão irresponsável. Muitos, talvez, aprovem isso numa boa, pois acham normal nos dias de hoje esta precocidade. Da mesma forma, sabemos que elevado número de jovens, por não receberem informações adequadas sobre sexualidade junto da família e da escola, buscam estas informações com amigos, o que, na maioria das vezes, não é o melhor caminho, pois estes também não possuem informações necessárias.
As campanhas sobre o uso de preservativos não têm dado bons resultados, pois, segundo pesquisas, somente 33% dos jovens fazem o uso deles nos seus relacionamentos. Os postos de saúde, além de campanhas de orientação sexual e doenças sexualmente transmissíveis, disponibilizam gratuitamente vários métodos de prevenção, mas só isso não basta. É preciso muito mais. É preciso informação. As famílias devem falar e expor questões sobre sexualidade com seus filhos, a escola deve trabalhar muito mais as questões sobre sexualidade, sexo seguro, responsabilidade, métodos contraceptivos, DST, etc. para que quando começarem sua vida sexual estejam bem preparados e orientados.
*Jéssica Vanessa Busse - 8ª A
Prezado diretor,
Após a leitura do editorial que fala sobre a precocidade sexual, concordamos que os jovens necessitam de muita orientação para desfrutar a sexualidade de forma saudável com segurança e afetividade. Quanto mais informação, diálogo, melhor será a vivência dessa sexualidade sem culpa, sem atropelos e com prevenção. Todos os adolescentes têm direito à informação em casa e na escola. Muitos iniciam suas relações sexuais cedo demais, sem informações adequadas e verdadeiras para saber as coisas certas. A iniciação sexual precoce, sem as informações necessárias, tem como consequências uma gravidez precoce e indesejada, além de contrair doenças sexualmente transmissíveis, dentre elas a Aids.
Muitas adolescentes quando engravidam param de estudar, grande parte delas não retorna à escola, deixando seus sonhos e projetos para trás. É preciso maior conscientização por parte das famílias, escola, enfim, da sociedade, para que os números apontados no referido editorial diminuam.
*Gabriela Bloemer - 8ª A
Senhor diretor,
São muitos os textos, como o referido editorial, que falam sobre a entrada do adolescente na vida sexual muito cedo, com o agravante de que os mesmos não estão bem informados dos perigos e consequências desta precocidade, sem maturidade, conhecimento e afetividade. Analisamos juntamente com o editorial “Direito à informação” outros textos que comentam e trazem dados alarmantes sobre as consequências desta sexualidade precoce, dentre eles: “Cada um tem a sua hora” e “Eles sabem tudo. Será?”. Mencionam e provam que o jovem é muitas vezes influenciado por amigos, pelas revistas, pelas propagandas e acaba se relacionando sexualmente, mesmo sem afetividade, mas só por curiosidade, prazer, e o pior, cada vez mais cedo.
Como menciona o editorial “qual pai ou mãe permitiria que seu filho fizesse sexo com apenas 15 anos?”. Mesmo assim isto é uma realidade. Por isso é muito importante que este tema seja trabalhado além das famílias também nas escolas, para que o jovem possa adquirir conhecimento respeitando o seu tempo de maturidade.
*Maria Luísa Bettoni - 8ª A
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