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Projeto do peixe na merenda tem previsão de expansão

18/03/2011 às 20:53 - Atualizado em 01/09/2012 às 21:02

Coordenador do projeto da Unioeste, Nardel Luiz Soares da Silva: E já estamos colocando outra etapa, o enlatamento do peixe (Foto: Francielly Hirata)

Recentemente, Marechal Cândido Rondon ganhou destaque nacional com a inserção de peixe na merenda escolar municipal. O Ministério da Pesca realizou um estudo em que identificou que apenas 5,3% dos municípios pesquisados incluíam peixe na alimentação dos alunos pelo menos uma vez por semana.
Rondon não entrou nestes dados, porque ainda não tem a inclusão de peixe semanalmente na merenda, mas o projeto experimental de inserção de pescado na alimentação escolar desenvolvido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) com parceria da prefeitura desde 2009 ganhou evidência pelo fornecimento de peixe processado, em forma de almôndega com molho de tomate às crianças. O projeto será base para as primeiras medidas do Ministério da Pesca para a elaboração de um plano nacional para ampliar a presença de peixes na merenda escolar.
Em Rondon, segundo o coordenador do Projeto "Sistema de produção de produtos processados com peixe para inclusão na merenda escolar", o engenheiro agrônomo e coordenador do curso de Agronomia da Unioeste, Nardel Luiz Soares da Silva, revela que o projeto iniciou com o objetivo central de buscar o desenvolvimento sustentável de agricultores da região, produzindo alimento viável na produção, de qualidade e diferenciado para a merenda escolar.
Conforme explica, o objetivo é incentivar o produtor familiar a investir em uma alternativa de produção e, por outro lado, as administrações públicas a comprarem produtos de qualidade para a merenda através do Programa de Aquisição de Alimentos, resultando em melhorias para as duas pontas, produtores e alunos. “Foi montada inicialmente uma cozinha para processar o peixe, que foi entregue em forma de almôndega”, detalha.
A opção pelo pescado processado, segundo o professor, é pela qualidade da alimentação, uma vez que o filé geralmente é feito frito pelas merendeiras. “E já estamos colocando outra etapa, o enlatamento do peixe. Seria processar e enlatar peixe, que facilitaria mais para as merendeiras”, adianta. O projeto ainda inclui pesquisa de diferentes molhos para dispensar óleo na conservação do alimento.
Porém, o projeto tem financiamento somente até a metade deste ano. “Mas agora buscaremos mais recursos, como com o Ministério da Pesca e a Itaipu, que têm políticas para o desenvolvimento sustentável na região”, salienta. Para a efetivação da isenção do peixe na alimentação nas escolas é preciso de parcerias, como ocorre hoje, já que o projeto tem o envolvimento do curso de Agronomia e de Engenharia de Pesca, ambos da Unioeste, governos estadual e federal e prefeitura, que cedeu local para equipamentos, como processador, freezer e geladeira. “E ainda o nutricionista faz avaliação de qualidade dos produtos”, completa.

Expansão
Nardel revela que por enquanto este é um projeto piloto, limitado, feito exatamente para estudar a tecnologia e forma de gerenciamento do sistema. Mas que o objetivo é ampliá-lo para maior escala. “Primeiro temos que fazer um trabalho de extensão rural visando conscientizar os produtores a produzir peixes, podendo ser de diferentes espécies”, comenta, ressaltando que será preciso mais parcerias.
Em um segundo momento, conforme relata, é preciso a conscientização das escolas e prefeituras para a aquisição dos peixes dos produtores. “Em terceiro momento é preciso criar uma estrutura para processar este peixe, precisa de cozinha para processamento e enlatamento”, afirma. Segundo ele, esta primeira iniciativa foi positiva e despertou interesse de outros municípios, como Santa Helena e Entre Rios do Oeste.
O projeto está sendo apresentado em diversas cidades, como Curitiba, Brasília, entre outras, ampliando a possibilidade de expansão. O coordenador ressalta que estão envolvidos neste projeto, além dele, os professores Armin Feiden e Pedro Celso Soares da Silva e quatro bolsistas.

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