Geral

Região protesta contra demarcação de terras indígenas

O Presente

14/06/2013 às 11:17 - Atualizado em 14/06/2013 às 11:18

Carina Ribeiro/OP


Cerca de cinco mil pessoas realizam, na manhã de hoje, um ato pacífico em Guaíra. A motivação de todos é a mesma: protestar contra a condução da política indigenista no Brasil. O movimento objetiva sensibilizar o governo federal e ao mesmo tempo reivindicar a revisão das demarcações de terras indígenas.

Além de reunir agricultores e cidadãos que atuam na área urbana em torno de um objetivo comum, o manifesto tem como pano de fundo tratores e equipamentos agrícolas, faixas e cartazes com palavras de ordem. Comitivas de agricultores de vários municípios se deslocaam até o local do manifesto, que acontece paralelamente em outras cidades, nos Estados de Santa Catarina (Maravilha, Chapecó/Seara e Abelardo Luz) e Mato Grosso do Sul (Nova Alvorada do Sul).

Carina Ribeiro/OP


A iniciativa foi da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), sendo abraçada por entidades dos Estados, através das federações agropecuárias - Faep (Paraná), Faesc (Santa Catarina) e Famasul (Mato Grosso do Sul), além da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Polêmica

Na região há terras ocupadas por indígenas com o apoio da Funai. Trata-se de áreas produtivas e cujas ocupações, na maioria, são recentes. Na semana passada, veio a público um relatório da Empresa Brasileira de Produção Agropecuária (Embrapa) questionando decisões da Funai com relação a áreas apontadas pela fundação como indígenas.

Analisando ocorrências desde 1985 em 100 hectares do Extremo Oeste paranaense, de 15 áreas que estão em disputa, em quatro não há a presença de índios, e em outras dez a ocupação é recente, a partir de 2007. Ou seja, há apenas uma que corresponderia a critérios coerentes para demarcação. Além disso, a Embrapa denunciou que índios paraguaios estariam se estabelecendo no Brasil.

Carina Ribeiro/OP


A CNA denunciou nesta semana que militantes ideológicos, que aparelharam a Funai e se associaram ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a ONGs nacionais e estrangeiras estimulam os índios a invadir terras produtivas tituladas. Essa ação provoca conflito, leva insegurança ao setor e instala um ambiente de confronto entre brasileiros. 

A matéria completa você confere na edição de amanhã (15), do Jornal O Presente

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