Copagril pretende expandir projeto de piscicultura

Publicado em: 17/08/2012 - 09:47 | Atualizado em: 02/09/2012 - 11:23

A exemplo do que ocorre nas atividades avícola e de pecuária leiteira, a Cooperativa Agroindustrial Copagril tem planos de estruturar a cadeia completa para a piscicultura. O projeto ainda é de longo prazo, já que requer altos investimentos, além de um estudo de mercado, especialmente quanto à demanda de carne de peixe.

De acordo com o gerente do Departamento de Produção Pecuária da Copagril, Udo Herpich, o trabalho que vem sendo desenvolvido por meio do sistema de integração na região de abrangência da cooperativa ainda é recente e encontra apoio a partir de uma parceria firmada com a Copacol. Mesmo assim, o interesse dos produtores rurais associados na atividade é muito grande.

“Hoje mais de 100 produtores aguardam em uma fila de espera para entrar para o sistema de integração da Copagril”, declara. Segundo ele, depois de uma experiência sem sucesso na década de 80, a cooperativa resgatou o projeto de piscicultura em 2010. “Iniciamos com 15 associados e um milhão de alevinos alojados. Hoje são 36 produtores e 1,5 milhão de alevinos”, menciona.

Conforme Herpich, a meta é chegar até o final do ano com uma produção de 1,8 milhão de juvenis e cerca de 43 produtores. O crescimento da produção é gradativo, mas encontra gargalos, reconhece o gerente. “Os limitadores são a capacidade de abate do frigorífico de Nova Aurora e também a demanda. Se tivéssemos condições de alojar cinco milhões de alevinos teríamos produtores interessados na atividade”, garante.

A partir de 2013 a ampliação da integração da cooperativa dependerá da parceria com a Copacol. “Talvez poderemos passar a 2,5 milhões de alevinos, mas não temos como assegurar isso, pois depende da capacidade de abate da empresa e principalmente da demanda, conforme crescerem as vendas internas e exportação”, reforça Herpich.

Integração

Em mais esta atividade, o sistema de integração tem se mostrado para os proprietários rurais como uma forma vantajosa de trabalhar. A cooperativa providencia os alevinos, ração, assistência técnica, o serviço de despesca e o transporte, informa Herpich.

“Toda a despesa é por conta da Copagril. O produtor entra somente com o tanque, a mão de obra e os equipamentos. Ele ainda precisa garantir um bom acesso na propriedade. O custo para se manter a estrutura de peixe é bem menor do que outras atividades, como aviário”, compara.

(Leia a matéria completa na edição impressa do Jornal O Presente)

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