Empregabilidade é característica relevante para alcançar bom cargo

Publicado em: 07/08/2012 - 08:46 | Atualizado em: 02/09/2012 - 14:28

Carina Ribeiro/OP

Palestra “O desafio da empregabilidade na Era do Conhecimento” reuniu amplo público na noite de ontem (06), no Colégio Martin Luther

Um “palavrão” no tamanho, mas importante para todas as pessoas que querem se inserir no mercado de trabalho e/ou se tornar profissionais de excelência: a “empregabilidade” é a característica daquele que é empregável, ou seja, que reúne as habilidades e competências adequadas e ajustadas para o mercado.

O assunto foi abordado na noite de ontem (07), durante palestra proferida pelo professor Amauri Crozariolli, em aula de abertura dos cursos técnicos de Vendas e de Informática do Colégio Evangélico Martin Luther, em Marechal Cândido Rondon. Conforme o palestrante, quem vai adentrar ao mercado precisa provocar as suas qualidades.

“É preciso construí-las. Quais são as qualidades que o mercado espera? Uma boa formação técnica ou acadêmica. É preciso buscar um ofício, uma área de destaque naquilo que o aluno se propôs a fazer”, comenta. Ele usa como exemplo o curso de técnico de Informática. “A pior coisa é quando estão dois leigos presentes em um episódio em que não têm a competência para resolver determinado problema no computador. Quando vem o técnico, ele é uma luz, pois resolve o imbróglio. Por isso da importância do profissional capacitado”, ilustra.

Segundo Crozariolli, na área de vendas ocorre o mesmo. “Hoje, se um trabalhador apresentar um bom currículo em qualquer loja, provavelmente ele será efetivado no ato, pois existe uma carência de profissionais nessa área, que também precisa de qualificação”, aponta.

Na visão dele, atualmente o mercado carece de pessoal qualificado nesse segmento. “Muitas pessoas que trabalham em vendas começaram na atividade sem fazer um curso específico para desempenhar a função, considerando um treinamento aprofundado, com bom embasamento teórico”, frisa.

Para o instrutor, o mercado não carece de mão de obra. “Na verdade sobra mão de obra, mas falta ‘cabeça de obra’, já que é a cabeça que dá função à mão, então ela tem que ser qualificada”, reforça. Uma observação de Crozariolli é de que atualmente muitos jovens estão terceirizando a empregabilidade. “Eles estão deixando para depois, pensando primeiro em conseguir uma vaga e depois fazer algum curso. Mas no mundo empresarial primeiro vem o investimento e depois o retorno”, alerta.

Níveis

A empregabilidade ocorre em três níveis: difícil, intermediária e fácil, explica o palestrante. No caso do nível difícil de empregabilidade se enquadram as pessoas sem formação qualquer, com dificuldade de se expressar, sem argumentação, sem leituras, desatualizada, de difícil relacionamento e de alta rotatividade nas empresas. “A pessoa com estas características tem dificuldade de conseguir emprego, pois o mercado é muito exigente”, salienta Crozariolli.

No nível intermediário estariam classificados os indivíduos que possuem um nível de escolaridade médio, conseguem se adaptar a uma equipe e conseguem dialogar um pouco. “Este tipo de pessoa consegue se manter por um tempo no mercado”, afirma.

Já os profissionais de empregabilidade fácil possuem formação técnica específica ou curso universitário, fazem leituras constantes, sabem dialogar sobre um assunto, possuem visão ampla e sistêmica sobre a atividade que desenvolvem. “Atualmente, existe um grande grupo de pessoas que se enquadra na faixa de difícil empregabilidade, uma boa parcela que está na intermediária e poucos que estão na classificação fácil”, garante.

Ele lembra que é importante a busca pela mudança de nível de empregabilidade. “Ela ocorre por meio da experiência, pois o tempo vivido melhora o indivíduo; e também pela busca da formação”, expõe Crozariolli, destacando que muitas pessoas arbitram erroneamente que a responsabilidade de investir na formação é do empregador, quando na verdade não é. “O investimento é do indivíduo e requer sacrifício”, reconhece.

(Leia a matéria completa na edição impressa do Jornal O Presente)

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