Foco de raiva serve de alerta aos produtores
Publicado em: 09/06/2012 - 09:33 | Atualizado em: 01/09/2012 - 05:32
Foi confirmado por exame laboratorial mais um caso de raiva bovina na região de Marechal Cândido Rondon. O fato foi anunciado ontem (08) pelo chefe do escritório local da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), Nilson de Freitas Gouveia.
Segundo ele, desta vez, um animal morreu vítima da doença em São Luiz, no município de Mercedes. Com a confirmação do caso, equipes de médicos veterinários e técnicos agropecuários de outras unidades da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) se deslocaram ontem para fazer o perímetro de 12 quilômetros a partir da propriedade afetada, para controlar o foco.
Estão sendo visitadas propriedades de Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Quatro Pontes, Nova Santa Rosa e Terra Roxa, onde animais e pessoas devem ser vacinados. De acordo com Gouveia, até o momento nenhum outro exame laboratorial foi encaminhado por suspeita de raiva em bovinos, mas, acredita ele, podem ter havido casos não registrados junto à Seab.
“O trabalho agora é no sentido de verificar sinais de mordeduras em animais, a possibilidade de outros casos não registrados e tentar descobrir o abrigo ou abrigos dos morcegos transmissores da doença”, explica o médico veterinário.
Orientação
Conforme o agente público, os produtores dentro do perímetro estão sendo orientados a observar seus rebanhos, não só de bovinos, para verificar se não estão apresentando mordeduras por morcegos. “Em caso positivo deve ser utilizada pasta vampiricida em torno da mordedura e comunicar a Seab”, relata.
Mesmo que não tenha havido a transmissão da raiva, os produtores são obrigados a vacinar os bovídeos, ovinos, caprinos e equídeos a partir dos três meses de idade, e revaciná-los após 30 dias. “As vacinas precisam ser comprovadas junto à Adapar”, explica.
Outro ponto muito importante para o controle da raiva, expõe Gouveia, é a localização dos abrigos de morcegos hematófogos (se alimentam de sangue e podem transmitir a raiva, inclusive a humanos). Os animais, informa, costumam se abrigar em caverna, gruta, debaixo de ponte, ocos de paus, casas abandonadas etc.
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