Greve na PF inicia hoje por tempo indeterminado

Publicado em: 07/08/2012 - 08:36 | Atualizado em: 02/09/2012 - 06:36

Arquivo/OP

Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, onde agentes deverão realizar operações-padrão

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal iniciam hoje (07) uma greve nacional por tempo indeterminado. A mobilização foi aprovada na última quarta-feira (1º), em Brasília, durante assembleia que reuniu os representantes dos 27 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

A categoria exige melhoria das condições de trabalho, reposição salarial e a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra. Conforme o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine, no Estado a mobilização também irá atingir todas as delegacias da corporação.

Enquanto muitos serviços vão ser paralisados ou serão diminuídos, nos aeroportos e na área de fronteira os agentes farão operações-padrões. “Vamos retirar o pessoal de algumas atividades não tão importantes para a segurança pública e faremos uma operação-padrão em locais onde passam drogas, armas e contrabando”, explica Vicentine, que destaca que as pontes Ayrton Senna e da Amizade, em Guaíra e Foz do Iguaçu, respectivamente, serão alvos dessa operação.

O objetivo das operações-padrão é intensificar o rigor da fiscalização para chamar a atenção sobre a importância do aumento do efetivo da Polícia Federal. Nessas duas cidades, a emissão de passaportes também deverá ficar comprometida. Da mesma forma, o presidente da Sinpef-PR informa que no Estado as investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Federal serão paralisadas.

Reivindicações

A categoria reivindica reestruturação salarial e da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas. O salário inicial desses três cargos é R$ 7,5 mil, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil. “Os salários não precisariam ser exatamente iguais (ao dos delegados). Mas, pelas nossas atribuições e responsabilidades, os valores estão muito distantes”, observa o presidente do Sinpef-PR.

A categoria alega que depois de negociarem por quase três anos com o Ministério do Planejamento, os policiais federais aguardavam uma proposta oficial até 31 de julho. O governo, no entanto, não encaminhou nenhuma e nem manifestou interesse em continuar com as negociações.

Como o governo tem até 31 de agosto para encaminhar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013 para que a o reajuste salarial dos policiais aconteça no ano que vem, os policiais federais decidiram pela greve. Outra exigência é a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra.

A categoria afirma que ele não tem contribuído para a evolução das negociações e por isso não conta mais com o apoio da Fenapef.

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