Secretário de Saúde nega displicência no combate à dengue em Rondon
Publicado em: 27/01/2012 - 17:42 | Atualizado em: 21/02/2012 - 16:03
Publicado em: 27/01/2012 - 17:42 | Atualizado em: 21/02/2012 - 16:03
| Ademir Herrmann |
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| Agente de combate à dengue em ação no município |
O secretário de Saúde de Marechal Cândido Rondon, Ademar Batschke, ficou surpreso com a inclusão do município em uma lista de 16 cidades do Paraná onde o trabalho de combate à dengue não estaria sendo realizado de maneira adequada. A lista foi divulgada na quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através da Superintendência de Vigilância em Saúde.
Ainda no mesmo documento, teria sido solicitado o acompanhamento do Ministério Público (MP) para que cobre das prefeituras citadas que assumam as medidas de controle necessárias para evitar uma epidemia da doença. Nessa situação, o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, ressaltou que “o apoio do Ministério Público é essencial para que mudemos o panorama da dengue no Estado, com maior envolvimento dos gestores municipais quanto ao seu papel no controle da doença no Paraná”.
Procurado pela reportagem do Jornal O Presente, o secretário de Saúde de Marechal Cândido Rondon se mostrou contrariado com a situação, que aponta que o município possui “fragilidade no Programa Municipal de Controle da Dengue”. Segundo Batschke, até o início da tarde desta sexta-feira (27) ele não havia recebido nenhum documento ou contato do Ministério Público.
Contudo, ele já estaria preparando um documento no qual informa dados sobre o combate à dengue no município. O ofício será encaminhado à Sesa e ao Ministério Público.
Falta de pessoal
Uma das queixas da Sesa é que Marechal Cândido Rondon, assim como outras cidades elencadas, teria número reduzido de pessoas na equipe de combate ao mosquito transmissor da dengue. O secretário de Saúde rondonense reconhece que no final do ano passado, por um período máximo de uma semana, a equipe ficou restrita à metade do normal. Isso teria ocorrido após o rompimento do contrato entre a prefeitura e a Oscip que atendia o setor de saúde no município.
| Ademir Herrmann |
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| Secretário de Saúde, Ademar Batschke |
Porém, de acordo com Batschke, tão logo os agentes de combate à dengue foram dispensados pela Oscip eles foram recontratados pela prefeitura, normalizando a situação. Hoje, incluindo o coordenador programa, 27 pessoas atuam diretamente no setor. Outras quatro ou cinco pessoas, aprovadas recentemente em concurso público, também deverão integrar o grupo em breve.
O secretário de Saúde informa ainda que o mais recente índice de infestação predial do mosquito Aedes aegypti em Marechal Cândido Rondon, medido em janeiro deste ano, é de 2,02%. O ideal recomendado pela Organização Mundial de Saúde é 1%. Ainda assim, Batschke reafirma que o índice atual do município “é extremamente aceitável”. Ele considera ainda que outros municípios da região possuiriam índices de infestação maiores, mas não foram relacionadas na lista da Sesa.
No ano passado, foram notificados em Marechal Cândido Rondon 23 casos da doença. Destes, quatro foram positivos, sendo dois deles autóctones e os outros dois casos importados. Com relação a 2012, Batschke relata que houve apenas um caso altamente suspeito de dengue, mas que depois foi confirmado tratar-se de meningite.
Péssima
Perguntado a respeito de como está a participação da população rondonense no apoio às equipes de combate à dengue, Batschke é enfático: “está péssima. É a parte que mais choca. Todo mundo julga que é a classe social pobre que é a pior. E não é. É a classe social média para cima. É o camarada que tem piscina, que tem muita flor em casa.”
Ele enfatiza que este período do ano é um dos mais problemáticos, pois as pessoas saem de férias e o jardim da casa fica descuidado. Com as chuvas e o clima propício, o Aedes aegypti encontra a situação ideal para se reproduzir. Por isso, ele tem solicitado às pessoas que façam a limpeza dos quintais antes de viajarem e no retorno, para acabar com os focos de proliferação do mosquito.
De outra parte, ele elogia a equipe de combate à dengue do município, afirmando que ela “faz um trabalho sério e comprometido. Não adianta ter um monte de gente trabalhando quando o pessoal não é comprometido”.
Na segunda-feira (30), a Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon realizará audiência pública, às 16h30, na Câmara de Vereadores. Na oportunidade, os dados relativos ao trabalho de controle da dengue, junto a outros números, serão repassados à comunidade, que está convidada a participar.