Marechal

Prefeito quer fazer Anel Viário, mas quer certeza de aporte do Estado

O Presente

20/04/2017 às 11:15 - Atualizado em 20/04/2017 às 11:44

 

Joni Lang/op

Criado há cerca de 30 anos, Contorno Sul não cumpre finalidade e tráfego pesado gera inúmeros transtornos ao atravessar a sede

A cada ano o questionamento vem à tona no setor político, empresarial e nas rodas de conversa: até quando o Anel Viário permanecerá em más condições de tráfego? Criado há cerca de 30 anos para desviar veículos de grande porte como caminhões e carretas do centro da cidade, o Contorno Sul, ou Anel Viário, há muito tempo não cumpre sua finalidade. Dessa maneira, é impossível que os veículos “carga pesada” deixem de atravessar a sede urbana de Marechal Cândido Rondon, passando por uma escola e empresas como restaurantes e lanchonetes.

De acordo com o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Rauber, uma obra dessa envergadura foge dos recursos do município. “O prefeito está empenhado, já esteve em Curitiba e o governador se mostrou simpático a essa ideia de resolvermos o problema do Anel Viário. Evidentemente nós tiraríamos o aborrecimento que nos traz o tráfego de cargas vivas passando próximo dos restaurantes, lanchonetes e do comércio. Então não vai faltar empenho para que nós possamos resolver definitivamente esse problema que causa muita dor de cabeça à nossa sociedade e que vem se arrastando por muitos e muitos anos”, diz.

Pedro pede um pouco de paciência à população. “Não é do dia para a noite que nós vamos resolver se em 16 anos não foi resolvido. Mas o empenho do prefeito, o nosso e o empenho do deputado Elio Rusch jamais vai faltar. Eu quero crer que muito em breve a gente possa resolver esse transtorno para a nossa sociedade”, menciona.

 

Pedido protocolado

Em entrevista ao Jornal O Presente, o prefeito Marcio Rauber declarou ter todo interesse e boa vontade em realizar a obra, mas para isso quer ter a certeza de aporte financeiro do Governo do Estado. Além de oferecer um local adequado para que caminhões e carretas escoem a produção oriunda dos distritos de Margarida e São Roque, o mandatário diz que a obra é essencial para proporcionar segurança aos cidadãos que andam a pé, de bicicleta ou em veículos menores na cidade. “Protocolamos junto ao Governo do Estado, mais especificamente no DER (Departamento de Estradas de Rodagem), um pedido para que esta obra seja refeita. Quase que toda ela precisa ser reconstruída. Houve uma demonstração do diretor do DER, porém ele depende de recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Então, vamos continuar as tratativas à medida que esses recursos forem liberados através de um financiamento que o Governo do Estado está fazendo junto ao BID. O que nós queremos é refazer esta obra importante para retirar o tráfego de caminhões da Avenida Rio Grande do Sul e da Rua Minas Gerais. Nós estamos imbuídos com o intuito de resolver este problema que há muitos anos incomoda os rondonenses”, garante.

Marcio salienta que para reconstruir o Anel Viário é preciso ter sinalização positiva do Governo do Estado, tendo em vista que dois projetos já foram encomendados. “Foi gasto dinheiro com isso por parte do município e também da Associação Comercial. Foram projetos que caíram, mas foi gasto dinheiro com isso. Primeiro eu quero uma sinalização positiva do Governo do Estado para que daí a gente realize um projeto para que seja executada essa obra. Não adianta eu gastar mais uma vez dinheiro sem ter uma sinalização positiva. Primeiro é a tratativa com o Governo do Estado, depois de sinalizado que existe possibilidade, aí sim vamos refazer o projeto para desenvolver todos os trâmites e conseguir recuperar esta obra”, afirma.

O prefeito pontua que não há como determinar um prazo para que a reconstrução seja iniciada, mas diz que vai buscar todas as possibilidades para que o projeto enfim saia do papel. “A comunidade pode ter certeza de que o Anel Viário será recuperado. Em 2017? Não. Mas em 2018, 2019, até o final do nosso mandato essa obra será reconstruída”, enfatiza.

Contorno Oeste será tema de audiência na segunda-feira

A comunidade rondonense está convidada a participar da discussão sobre a construção do Contorno Oeste, via projetada para desviar do centro da cidade o trânsito de caminhões. A consulta pública presencial está marcada para as 14 horas de segunda-feira (24), no auditório da Acimacar. A participação é aberta a todos os interessados.

O encontro é uma exigência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição a partir da qual o governo estadual está viabilizando os recursos para a obra. A consulta pública será coordenada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em parceria com o governo municipal.

O projeto do DER prevê a construção do traçado rodoviário interligando a PR-467, na região da Unidade Industrial de Aves da Copagril, à BR-163, nas proximidades do futuro frigorífico de suínos, próximo a Novo Horizonte. Conforme o deputado estadual Elio Rusch, a obra já está licitada pelo Governo do Estado e deve ser iniciada ainda neste ano.

O presidente do Poder Legislativo, vereador Pedro Rauber, menciona que a obra não tem data fixada. “As primeiras medidas foram tomadas, a licitação e os recursos parecem estar alocados. O Contorno Oeste e a ideia de ligar o asfalto ao contorno representam um passo gigantesco a Marechal Rondon. Tenho certeza de que a gente vai ajustando e diminuindo as dificuldades ao povo de Marechal Cândido Rondon”, considera.

Para o prefeito Marcio Rauber, a tendência é de que a obra do Contorno Oeste seja iniciada neste ano. “Os recursos vêm do BID, sendo que nós teremos audiência do Governo do Estado com o BID na segunda-feira. A obra já está licitada, então falta apenas a ordem de serviço. Falta parte do recurso porque existe contrapartida do Estado junto ao financiamento, mas assinado o financiamento com o BID a obra vai sair. Queremos convidar a população para participar dessa audiência convocada pelo Estado para apresentação deste projeto, dos procedimentos que serão adotados e ver se a população tem interesse. É obvio que tem, porque todos nós temos”, enaltece.

“Tenho certeza de que esta obra vai iniciar este ano porque é muito importante para Marechal Cândido Rondon. Ela é mais importante do que o Contorno Sul porque retira os caminhões que trafegam no centro da cidade com cargas pesadas e cargas vivas”, finaliza.

 

Asfaltamento da estrada do Clube Lira até Novo Horizonte

Uma das estradas bastantes acessadas por motoristas de caminhão e agricultores é a via de acesso da PR-467 passando pelo Clube Lira até o distrito rondonense de Novo Horizonte. O trecho com poucos quilômetros de extensão está praticamente intransitável, gerando prejuízos de ordem mecânica e estrutural a veículos de grande porte ou mesmo a utilitários.

Conforme relatos de agricultores que residem nas imediações, a via nunca esteve em um estado tão precário. O trecho utilizado por caminhões que escoam a produção de grãos, leite e cargas vivas (frangos e suínos) é extremamente demorado. Segundo um morador, muitas são as vezes em que os caminhões levam mais de meia hora para percorrer cerca de seis quilômetros, o que ocorre porque eles desviam de buracos e valetas existentes na pavimentação com pedras irregulares.

Recentemente o presidente da Câmara, vereador Pedro Rauber, sugeriu ao Poder Executivo a tomada de providências visando asfaltar o trecho que hoje está praticamente intransitável. “Tendo em vista que no primeiro trimestre nós economizamos R$ 650 mil, achamos por bem devolver ao Executivo para que ele pudesse executar obras que estão pendentes. Nós sugerimos ao prefeito a viabilidade de asfaltarmos esse trajeto por várias razões. Temos um grande escoamento de frango, suínos, soja, milho e assim por diante. Também devemos levar em conta que temos uma área de 240 mil metros quadrados onde futuramente ou muito em breve será instalado o parque industrial”, enaltece, emendando que no próximo dia 03 serão abertos os envelopes da licitação. “Quero crer que essa obra vai ser realidade muito em breve”, destaca.

O prefeito Marcio Rauber salienta que esta obra é importante de ser realizada tendo em vista as péssimas condições de trafegabilidade. “Houve a liberação antecipada de recursos de R$ 650 mil oriundos da Câmara de Vereadores e nós vamos utilizar grande parte deste valor para realizar uma primeira etapa de recape asfáltico nesta estrada unindo a PR-467 até o Clube Lira. O projeto está pronto e encaminhado para licitação. No futuro nós faremos a segunda e terceira etapas asfaltando todo este trecho”, garante Marcio.

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