Policial

Artefato explode na cabeça e deixa repórter da Band em estado grave

07/02/2014 às 10:43 - Atualizado em 07/02/2014 às 10:44

Agência O Globo

Momento exato em que um artefato explode na cabeça de cinegrafista da Band

 

O repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade, da Rede Bandeirantes, que ficou gravemente ferido na cabeça na quinta-feira (6) durante um protesto no Centro do Rio, continua internado no Hospital Souza Aguiar.

Ele teve afundamento de crânio, passou por uma cirurgia de aproximadamente 4 horas e seu estado de saúde é grave. A Polícia Militar afirma que a bomba foi atirada por vândalos. Mas um repórter da Globo News que acompanhava a manifestação disse que o artefato partiu da PM. Outras seis pessoas também foram levadas para o hospital. Cinco foram liberadas. Um homem, que não teve a identidade revelada, segue internado, mas sem risco de morte, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

No fim da tarde, cerca de mil pessoas se reuniram pacificamente na Igreja da Candelária. O protesto foi contra o aumento da tarifa de ônibus que passa, neste sábado, de R$ 2,75 para R$ 3 reais. O reajuste é de 9,09%. Estudantes, integrantes de partidos políticos e black blocs caminharam  em direção à Central do Brasil. Dentro da estação de trem, mascarados subiram nas catracas. Algumas delas foram quebradas. Houve confronto com a Polícia Militar, e muita correria. Passageiros se sentiram mal. Outros fugiram do tumulto.

Do lado de fora, mais confusão. Um grupo atirou paus e pedras nos PMs. Os policiais lançaram bombas de efeito moral. Vândalos arrancaram placas de metal para usar como escudo e chutaram tapumes. Baderneiros também apedrejaram uma delegacia e fizeram fogueira no meio da rua, impedindo a passagem de carros e ônibus. Eles também derrubaram um dos portões principais da Central do Brasil.

O cinegrafista está em pé, com a câmera no ombro, trabalhando no meio da praça. No primeiro registro, vê-se um rastro de fogo com faíscas perto das costas dele. Em seguida, a foto mostra uma explosão na cabeça. Uma grande quantidade de fogo se espalha. Na sequência, ele se curva, ainda com a câmera no ombro, e é possível ver muita fumaça. Momentos depois, o repórter cinematográfico da TV Globo Júnior Alves se aproxima e registra a imagem do cinegrafista da Band caído no chão.

Comandante do 5° Batalhão da Polícia Militar (BPM), Luis Henrique Marinho, informou à assessoria de imprensa da PM que, na hora do incidente, estava a 30 metros do local onde o cinegrafista foi atingido. O comandante disse ter visto pessoas vestidas de preto lançando morteiros, e um desses explosivos teria caído na cabeça do funcionário da Band.

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