A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciou o novo ciclo de Vigilância Ativa de Influenza Aviária e Doença de Newcastle (DNC). A iniciativa engloba a coleta de amostras biológicas, como soro sanguíneo e suabe de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serão monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, além de 136 propriedades de subsistência. A previsão é que os trabalhos continuem até junho de 2026.
Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, a vigilância ativa é fundamental para a manutenção do status sanitário do Paraná. “As atividades de vigilância ativa têm o objetivo de comprovar a ausência destas enfermidades na avicultura industrial e de subsistência e, além disso, evidenciam a robustez do sistema de defesa sanitária, a capacidade de detecção precoce de casos suspeitos e a transparência do status sanitário do Paraná e do Brasil”, afirma a médica veterinária.
A presença das equipes técnicas nas propriedades também fortalece a orientação aos produtores quanto às boas práticas de biosseguridade, promovendo a prevenção de doenças, incentivando a participação ativa da comunidade e consolidando uma cultura de responsabilidade sanitária.
A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, podendo gerar sérios impactos sanitários, econômicos e ambientais. A forma de alta patogenicidade caracteriza-se por elevada mortalidade, associada a sinais clínicos respiratórios, digestivos e nervosos, como dificuldade respiratória, diarreia, torcicolo e incoordenação motora.
Economia
A avicultura paranaense possui papel estratégico na econômica do Estado, sendo uma das principais cadeias produtivas do agronegócio estadual e nacional. O Paraná é destaque entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do Brasil. Até o terceiro trimestre de 2025, o Estado liderou frequentemente o ranking nacional de abates e exportações, sendo responsável por 34% da produção nacional.
A atividade apresenta forte capilaridade territorial, presente em grande parte dos municípios paranaenses, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte do Estado.
Histórico
Como parte do fortalecimento das ações de prevenção e resposta a emergências zoossanitárias, a Adapar realizou, em outubro e novembro de 2025, capacitação específica voltada à vigilância e ao atendimento de emergências avícolas. O treinamento contou com a participação de 261 servidores da Agência.
Atualmente, o Paraná mantém o status sanitário de livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e de Doença de Newcastle, condição estratégica para a proteção da cadeia produtiva, do abastecimento interno e do comércio internacional.
Com Agência de Notícias do Estado do Paraná
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