A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná decidiu restringir o trânsito de bovinos e búfalos de propriedade que tenham casos confirmados de brucelose e tuberculose. As novas regras estão em uma portaria que foi publicada recentemente pela Adapar.
A portaria estabelece que as propriedades classificadas dentro desses critérios não podem movimentar seus animais, mesmo com exames negativos, exceto para abate imediato, até a conclusão total do saneamento. Carlos é médico veterinário, diretor do Hospital Veterinário da FAG, e ressalta a importância de cumprir as normas.
“Como essa doença é muito silenciosa, ela pode disseminar de uma maneira muito fácil e aí a gente perde o controle desse foco. Então, a partir do momento que tem uma propriedade que positivou em algum animal, até todos os animais apresentarem algum teste negativo, ele está bloqueado de transporte, venda ou levar esse animal para exposição, para controlar esse foco de infecção”, explicou Carlos.
Para cumprimento integral dos trâmites sanitários o produtor precisa apresentar até mesmo os exames negativos de todos os animais elegíveis. A restrição é necessária para combater a contaminação por brucelose e tuberculose bovina, doenças silenciosas, causadas por uma bactéria, que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos.
A tuberculose bovina pode comprometer a produção de leite e carne. Em humanos, a principal forma de contágio ocorre pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados, além do contato direto com animais infectados.
Para a Tuberculose não existe vacina e no caso da brucelose nem todos os animais são vacinados.
Dados do Departamento de Saúde do Animal do Paraná, órgão vinculado ao Adapar, mostram que no ano de 2025 houve uma redução de 17% nos focos de casos de brucelose. Por outro lado, os mesmos números mostram que em 2025, comparado a 2024, houve aumento de 4,5% nos casos de tuberculose, é o indicativo de que cuidados devem ser tomados.
Com Catve
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