É difícil no momento prever até onde o preço do milho pode se manter nos patamares atuais, tomando como referência a B3, bolsa que tem Campinas como principal praça.
Vamos fazer algumas considerações que julgo importantes no momento.
Estamos no dia 4 de março, e o plantio está atrasado. Para agravar a situação, no Paraná, por exemplo, um dos maiores produtores do país, as chuvas são escassas e irregulares, associadas a temperaturas altas demais, o que agrava a situação até para quem já efetivou o plantio, pois não é raro ouvir devido a este fato a necessidade de replantar algumas áreas, sobretudo, na região Oeste do Estado.
Nesse aspecto, nem vou citar Mato Grosso, onde a semeadura da soja, além de ter atrasado, também ocorreu problemas com excesso de chuvas na colheita e consequentemente atrasos para mesma.
Sendo assim, os dois maiores produtores de milho safrinha do Brasil já começam mal o ano, olhando em perspectivas de rendimento, diante de uma demanda agressiva. Os consumidores estão preocupados e os vendedores se resguardando diante de um cenário que pode ser ainda mais promissor.
Pra colocar uma “cereja nesse bolo”, a China resolveu retaliar os Estados Unidos nessa guerra de tarifas com sobretaxas a importações de uma série de produtos norte-americanos, entre eles soja, frango e suínos, mas é claro que nesse ambiente, o milho brasileiro se torna mais competitivo e exportações podem aumentar.
Com tudo isto sobre a mesa, voltamos a perguntar: qual o limite para o preço do milho?
João Luis Nogueira é especialista em Agronegócios e palestrante