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Agronegócio

Lavouras de milho de Marechal Rondon apresentam aumento elevado de infectividade de cigarrinhas

Por outro lado, 4º Boletim Técnico aponta queda consecutiva da população do inseto


calendar_month 17 de fevereiro de 2023
4 min de leitura

O Boletim Técnico nº 4 – Alerta Cigarrinha (clique aqui), divulgado nesta sexta-feira (17), aponta queda consecutiva da população de cigarrinhas e aumento elevado da infectividade nas lavouras de milho de Marechal Cândido Rondon.

O período dessa avaliação foi de 07 a 13 de fevereiro, em que a média de precipitação pluviométrica acumulada foi de 54,7 milímetro, com variação na distribuição das chuvas, com registro média de 25 milímetros no distrito de Novo Três Passos e 72 milímetro no Distrito de Margarida.

A temperatura média no período foi de 26°C, com máxima de 35ºC e mínima de 17ºC. A média da umidade relativa do ar foi de 66%, com máxima de 94% e mínima de 24%.

Na quarta avaliação da flutuação populacional de Dalbulus maidis na cultura do milho safrinha, cuja área de avaliação consta de 57% de milho semeado, dos quais 59% ainda está na fase de germinação e primeira folha (VE-V1) e 54% ainda não realizaram a primeira aplicação de inseticida para controle das pragas iniciais.

Quanto à população de cigarrinhas, duas armadilhas não capturaram cigarrinhas do milho e 63 pontos registraram a presença do inseto nas armadilhas, que contabilizaram um total de 852 cigarrinhas, sendo que 31 armadilhas capturaram até cinco cigarrinhas; 20 armadilhas entre seis e 20 cigarrinhas, 10 armadilhas capturaram entre 21 e 50 cigarrinhas, duas armadilhas capturaram entre 51 e 100 cigarrinhas e uma armadilha capturou entre 101 e 200 cigarrinhas.

O município apresentou média de 12,9 cigarrinhas por ponto de avaliação, isso significa redução de 31% em relação a avaliação anterior, segunda redução consecutiva.

O distrito de Novo Três Passos apresentou menor presença do inseto (6,9 cigarrinhas), diminuição de 41,1% em relação a avaliação anterior e o Distrito de Margarida apresentou a maior presença, com 24,5 cigarrinhas capturadas em média, o que corresponde a redução de 46%.

Na sequência, o distrito de Porto Mendes apresentou em média a captura de 13,1 cigarrinhas – redução de 22,5%, seguido de Novo Horizonte e São Roque, que apresentaram captura de 11,3 (redução de 7%) e 11 cigarrinhas (único com aumento de 57%) em média respectivamente.

A sede municipal manteve o número estável, apresentando em média 9,9 cigarrinhas – redução de 2%. E o distrito de Iguiporã teve média de 8,7 cigarrinhas, redução de 43% em relação a avaliação anterior.

Na Tabela 1 do Boletim Técnico nº 4 – Alerta Cigarrinha (clique aqui) estão os dados completos do monitoramento para cada ponto, com data, número de cigarrinhas e infectividade.

Resultados das amostras

Para cada região de monitoramento foram coletadas amostras de cigarrinhas nas armadilhas que capturaram o maior número de cigarrinhas, para analisar se elas estão ou não contaminadas com os molicutes (Candidatus Phytoplasma asteris e Spiroplasma kunkelii) e o vírus da risca do milho (Maize Rayado Fino Virus – MRFV).

O resultado das três primeiras análises laboratoriais referente a captura de cigarrinhas no período de 16 de janeiro a 06 de fevereiro pode ser visualizada na Tabela 1 do Boletim Técnico nº 4 e a presença de pontos positivados com patógenos no mapa (Figura 1).

Até o momento constatou-se oito pontos positivados com Fitoplasma (Candidatus Phytoplasma asteris), sendo três na sede municipal, três em Margarida e dois em Porto Mendes; três pontos positivados com Espiroplasma (Spiroplasma kunkelii) na sede municipal enos Distritos de Novo Horizonte e São Roque; e sete pontos positivados do vírus da risca do milho (Maize Rayado Fino Virus – MRFV), um em cada distrito e na sede municipal.

“Esta é a segunda semana consecutiva com redução do número de cigarrinhas capturadas coincidindo com o aumento da área semeada com milho, e consequente oferta de milho novo por todo o município de Marechal Cândido Rondon e região, favorecendo a migração. O que se observa é um efeito de diluição, considerando que os insetos estavam concentrados próximo a áreas de milho verão e agora migram para uma extensa área de milho safrinha. Parte dessa população migrante leva consigo os patógenos causadores dos enfezamentos e viroses. Portanto o monitoramento e consulta ao engenheiro agrônomo é fundamental em cada propriedade nesse início do desenvolvimento da cultura”, alerta a equipe do Alerta Cigarrinha.

Acompanhamento do Alerta Cigarrinha

O jornal O Presente Rural realizou uma parceria com a equipe do Projeto Alerta Cigarrinha e será o veículo de mídia oficial para divulgação dos boletins técnicos.

Para acompanhar os resultados e informações do último monitoramento clique no Boletim Técnico nº 4 – Alerta Cigarrinha (clique aqui).

O Presente Rural com Adapar

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