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Agronegócio

Prévia do PIB no Brasil e crise no consumo na China preocupam

calendar_month 16 de dezembro de 2025
2 min de leitura

Por João Luis Nogueira

Prévia do PIB no Brasil e crise no consumo na China preocupam

A verdade é a seguinte, o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 15, o índice de atividade econômica do Brasil (IBC Brasil), que diminuiu 0.2% em relação ao mês anterior (outubro), e isso aí tem tudo a ver com a prévia do PIB, que já é menor justamente em função disso. Ou seja, estamos crescendo menos e mantendo uma taxa de juros muito alta.

A pergunta é a seguinte: como fica a SELIC diante dessa situação? Não bastasse isso, temos uma crise se iniciando em nosso maior parceiro comercial, a CHINA, inclusive maior demandador de produtos do AGRO produzidos aqui.

Uma  crise no mercado consumidor chinês devido a cortes de subsídios pelo governo de Pequim e retração acentuada na demanda. O COPOM vem mantendo a taxa Selic em 15% desde o mês de junho, mesmo tendo indicadores de inflação em convergência para a meta, inclusive hoje se encontra abaixo do teto que é de 4,50%.

As informações divulgadas nesta segunda pela agência REUTERS apontam que a economia chinesa ficou praticamente estagnada nos mês de novembro e crescem os pedidos para reformas devido ao enfraquecimento dos subsídios que são concedidos aos consumidores. Isso gerou uma crise imobiliária, e essa crise na China tem muito a ver com maior indicador chinês de desenvolvimento, que é o preço do aço que vem caindo e o consumo de minério de ferro, que também está em queda.

Desta forma, a indústria da China desacelerou para uma mínima sabe de tempo de 15 meses, enquanto as vendas no varejo registraram seu pior desempenho desde que o país encerrou as restrições da época da Covid-19. Então, estamos voltando a uma crise muito aguda, e isso não é um sinal muito bom, não para nós, que temos a China como o nosso maior mercado.

O que é real é que no atual momento existe uma necessidade urgente na China impulsionar o crescimento econômico para 2026. E no Brasil convivemos com uma taxa de juros que praticamente elimina todas as possibilidades de crescimento e os sinais estão aí. Queda no nível de atividade econômica e previsão de um PIB menor, graças a esse juro absurdo e injustificável.

João Luis Nogueira é palestrante, consultor e tem o site agrotrend.net

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