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Agronegócio

Produtor de tilápias fala sobre prejuízo milionário após falha de energia

Reclamações e protocolos sobre o mau funcionamento da energia são feitos desde 2025


calendar_month 2 de março de 2026
2 min de leitura

O piscicultor, Paulo Michelon, que teve um prejuízo de R$ 9 milhões com a morte dos 900 mil quilos de tilápia, contou que os problemas com a energia no local são desde 2025. O caso ocorreu entre os dias 25 e 26 de fevereiro em Tupãssi.

“Essa tragédia aconteceu, mas que previamente a gente já sabia que podia acontecer […] Desde final do ano a gente vem abrindo vários protocolos pelo mau fornecimento de energia naquela região […] a Copel nada fez ou não conseguiu solucionar”, afirma o produtor.

Além da família buscar a Copel para resolver o problema de energia, também fizeram para a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

“Os terceirizados diziam que o que eles podiam fazer era ver se tinha alguma chave caída ou algum problema, mas a tensão não conseguiam resolver”. Em janeiro teve um registro de mortalidade das tilápias, mas menor do que a de fevereiro, a partir disso acionou uma perícia técnica que avaliou o incidente, a energia chegava com baixa tensão e as vezes mais alta do que o necessário. A energia deveria chegar a 220 volts, mas permaneceu abaixo desse patamar, além de registrar diversas interrupções em poucos dias. O relatório aponta que as variações e quedas no fornecimento danificaram painéis e motores. Com a queima da placa do gerador, o sistema deixou de suprir as interrupções, o que comprometeu a oxigenação e resultou na morte de 90% a 95% da produção.

Os peixes já estavam prontos para serem retirados e o prejuízo financeiro é grande. Com a morte, funcionários ainda estão fazendo a remoção dos animais mortos com auxílio de máquinas.

Justiça

A decisão judicial concedida em liminar, o juiz Luiz Fernando Montini classifica as oscilações no fornecimento de energia no Paraná como “fato público e notório” e reforça a obrigação legal da concessionária de garantir serviço adequado, seguro e contínuo.

A justiça fixou prazo de 48 horas para comprovação da regularização, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 60 mil.

Com Catve

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