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Agronegócio

Sistema Faep cobra urgência do governo federal no envio de dados sobre carne brasileira à UE

Entidade encaminhou ofício ao Ministério da Agricultura solicitando medidas que comprovem que a produção pecuária nacional atende a padrões sanitários exigidos


calendar_month 11 de junho de 2026
2 min de leitura

O Sistema Faep cobra celeridade máxima do governo federal no encaminhamento de informações à União Europeia (UE) que comprovem os rigorosos padrões sanitários da pecuária brasileira. O bloco econômico anunciou a suspensão das importações de determinados produtos de origem animal do Brasil — incluindo carnes bovina e de aves, mel, equinos, tripas e itens de aquicultura — devido à falta de envio, por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de evidências que atestem o cumprimento das exigências europeias, especialmente no controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

O Sistema Faep encaminhou ofício, nesta terça-feira (9), ao Mapa solicitando medidas para evitar a suspensão das importações a partir de 3 de setembro deste ano. A entidade considera que o embargo decorre da morosidade por parte do governo federal na prestação de informações.

“É inadmissível que nossos mercados sejam ameaçados por falta de agilidade e articulação diplomática. O agro brasileiro precisa de uma ação imediata do governo federal para evitar a suspensão dos negócios e, consequentemente, problemas para os pecuaristas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Sistema Faep reforça que o embargo imposto pela União Europeia não condiz com o real status sanitário da pecuária nacional e estadual. O Paraná, por exemplo, é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2021. O Brasil conquistou essa mesma certificação em 2025. Mais recentemente, neste ano, a China também reconheceu todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação.

“Se esse embargo não for revertido, o dano vai muito além dos números da balança comercial. Estamos falando de punir diretamente o pecuarista, que fez a sua parte, investiu pesado e garantiu a qualidade que hoje destaca a carne brasileira internacionalmente”, ressalta Meneguette.

Com Faep/Senar

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