Copagril
Editorial

2018 bate à porta

Em nossa mente parece não haver mais espaço para 2017. Também pudera, 2018 dá as caras e automaticamente focamos nossos pensamentos no que vem pela frente.

Tivemos um ano sofrido, tumultuado, com grandes desafios diante do cenário vivido no Brasil. Sim, porque política e economia interferem diretamente no nosso dia a dia.

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Muitos dos dilemas da nação brasileira não foram resolvidos; alguns foram atenuados, outros, por sinal, intensificados.

No balanço dos meses, registramos de tudo um pouco. Casos que abalaram a República, como os conteúdos de delações de grandes empresários nacionais, conversas que revelaram compras de silêncio, pedidos de propinas milionários, malas cheias de dinheiro destinadas a acertos e mais malas cheias de dim dim guardadas em um “bunker” político.

Assistimos a um dos depoimentos mais aguardados dos últimos tempos: Lula se apresentou ao juiz Sergio Moro pela primeira vez no processo que investigava o tríplex no Guarujá e meses depois foi condenado a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Vimos a prisão de deputados acusados de receber propina… A Operação Carne Fraca ganhar holofotes… A morte do ministro relator dos processos da Lava-Jato no Supremo… A despedida de um palhaço que levou a política a sé- rio… A mobilização para a aprovação de reformas… Por sinal, a trabalhista passou e a nova CLT entrou em vigor; a da Previdência saiu de cena e voltará a ser discutida em fevereiro.

Foram casos e casos. Fatos novos a cada dia, sacudindo o país, que se viu mergulhado em denúncias e conflitos entre poderes.

Mas, de qualquer forma, ainda que no cenário nacional, principalmente nos arredores de Brasília, acompanhamos muita coisa desagradável, também presenciamos muita coisa bacana. Todo brasileiro, de uma ou outra forma, viveu ou presenciou algo que lhe chamou a atenção positivamente, que o fez sorrir ao longo de 2017.

Além de desafios vencidos no âmbito pessoal, que quase todo mundo tem algum pra comemorar, no âmbito local, e nas comunidades próximas, há sempre tantos projetos interessantes, iniciativas exemplares, ações maravilhosas que merecem ser aplaudidas e que não nos deixam desanimar.

E não podemos desanimar, mesmo! Dois mil e dezoito está chegando e será um ano importante para quem quer mudanças, para quem sonha com um país melhor.

Chegará ao fim o conturbado governo de transição de Michel Temer e haverá eleições.

Especialistas estão dizendo que os sinais da economia permitem uma visão mais otimista dos próximos 12 meses. E como a sensação econômica pesa muito na hora do voto, espera-se que o eleitor não se esqueça do todo. Afinal, o nível de ressentimento da população em relação à classe política chegou ao fundo do poço. Então, que as pessoas não se esqueçam de pesar e rever conceitos na hora de definir candidatos.

Estamos cansados de confiar naqueles que se dizem representantes do povo mas que na hora das votações ignoram o que pensa ou o que quer esse mesmo povo. O Brasil está recheado de politiqueiros, malandros, golpistas, “propineiros” etc, que se beneficiam do poder pensando apenas em si próprios.

Se vamos conseguir transformar a realidade brasileira é difícil afirmar, pois toda eleição é a mesma história e nada muda. Além do mais, até aqui há poucas opções de candidatos, o que é bastante desestimulante ao eleitor. De qualquer forma, os brasileiros precisam eleger um presidente que entenda as deficiências do país e busque combatê-las. Muitos problemas não podem mais continuar sendo varridos para debaixo do tapete. A corrupção também não pode continuar reinando absoluta em todos os poderes.

É preciso aproveitar as lições das crises para conduzir o país à prosperidade no futuro.

É hora de virar muitas páginas, e um novo ano é propício para isso. Que possamos contribuir para que 2018 seja realmente um ano de esperança, de recomeço, de menos corrupção, politicagem, malandragem…

Vamos fazer a nossa parte. A hora é agora, é 2018 batendo à porta.

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