Editorial

A COP26 e você

As palavras duras de algumas das principais lideranças mundiais na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas COP26, ontem (1º), na Escócia, demonstram que é urgente que a humanidade reduza a emissão de carbono na atmosfera. E isso tem a ver com todos nós, pois pelos próximos anos nossos hábitos e os modelos de produção e de consumo vão mudar.

Com a revolução industrial, o mundo passou a queimar combustíveis fósseis, como carvão e óleo diesel. Essa queima gera uma emissão de gases, que ficam na atmosfera e servem como um cobertor, aquecendo a terra. É o conhecido efeito estufa, que está aumentando a severidade e a quantidade de eventos naturais extremos, como nevascas, secas, queimadas, enchentes e furações. O efeito estufa também vai mudar a vida na terra, como, por exemplo, na extinção de espécies e em colapsos regionais, como nos polos do planeta.

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Para evitar o pior, é preciso que as nações ao redor do mundo reduzam e, finalmente, neutralizem as emissões de carbono. Ou seja: emitam somente o que conseguirem captar de volta em ações como o sequestro do carbono por florestas. As principais nações do mundo esperam que isso aconteça até 2050. O plano do Brasil segue essa data, com redução de 50% até 2030 (a partir de 2005).

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Algumas grandes empresas, como a JBS, uma das maiores produtoras de alimentos no mundo, já assumiram publicamente que vão zerar suas emissões, neste caso até 2040. A produção sustentável, que garanta crescimento econômico, bem-estar social e proteção ambiental, está cada vez mais em pauta nas grandes e também nas pequenas empresas.

Mas o que isso muda em minha vida? Provavelmente você conhece alguém que instalou placas fotovoltaicas para geração de energia elétrica em suas casas, propriedades rurais ou empresas. É a chamada energia limpa, com o mínimo de impacto ambiental. São mudanças que serão cada vez mais comuns, assim como os veículos elétricos. Por enquanto, no Brasil como um todo, esse tipo de veículos ainda é raro, mas em alguns anos eles serão a maioria nas ruas. Em Marechal Cândido Rondon, as bicicletas elétricas viraram febre.

Esse tipo de mudança, de consumo, de uso, de produção, será cada vez mais notado em nossas vidas, em nosso modo de viver.

Mas é preciso que essas metas saiam do papel. Elas precisam partir das grandes nações, como Estados Unidos, países da Europa e China, que historicamente são as maiores poluidoras do planeta. A partir dessas ações governamentais, as empresas e as famílias também vão começar a mudar seus hábitos e práticas.

As fontes de energia serão cada vez mais sustentáveis, como a solar e a eólica, produzida através do vento. A eliminação do uso de combustíveis fósseis é emergente, vai custar trilhões de dólares, causar impactos globais e ir contra os gigantes petroleiros. Um planeta mais saudável é urgente não somente para as futuras gerações, mas para as gerações atuais.

O aquecimento global é uma realidade até para aqueles que não acreditam nele. E vai mudar a vida de todos, em todo o planeta. É preciso que as nações debrucem cada vez mais esforços para evitar prejuízos ainda maiores. Vamos ver o que vai sair da COP26.

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