Copagril
Dom João Carlos Seneme

A estrela do Messias ilumina todos os povos

 

Iniciamos um ano novo marcado pela misericórdia do Pai que nos acompanha e convida à conversão. Ao mesmo tempo, sempre é momento de renovar a esperança de que podemos fazer tudo de modo diferente aceitando, de modo especial, Deus participando de nossa vida.

Hoje celebramos a solenidade da Epifania do Senhor: Jesus é apresentado como o Filho de Deus ao mundo pagão. Deus vai traçando seu projeto de salvação e revela que todos estão incluídos nele. Os judeus não aceitam, mas magos do Oriente acolhem o convite e vêm de longe para reverenciar Jesus. O sinal do chamado é uma estrela que os magos seguem fielmente e encontram o salvador do mundo. A ele prestam sua homenagem e saem enriquecidos deste encontro.

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No Evangelho os magos representam todos os povos da terra que esperam ansiosamente a chegada do Salvador. Eles buscam e estão atentos aos sinais da chegada do Messias. Não são acomodados, saem de sua terra procurando com esperança e seguindo o sinal que Deus coloca diante deles. Reconhecem o Salvador na fragilidade de uma criança, Jesus, Deus-salva, e o aceitam e o acolhem com presentes. A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos que o buscam sem cessar.

Nesta catequese sobre Jesus, o evangelista Mateus apresenta Jesus como o Messias esperando por todos aqueles que têm esperança e denuncia os que rejeitam Deus e seu projeto salvador. O Povo de Israel rejeita Jesus, enquanto os magos-pagãos o adoram; Herodes e Jerusalém “ficam perturbados” diante da notícia do nascimento do menino e planejam a sua morte, enquanto os pagãos sentem uma grande alegria e reconhecem em Jesus o seu salvador.

Mateus preanuncia, desta forma, que diante de Jesus haverá reações diversas, que vão desde a adoração (os magos), até a rejeição total (Herodes), passando pela indiferença (os sacerdotes e os escribas: nenhum deles se preocupou em ir ao encontro desse Messias que eles conheciam bem dos textos sagrados). Os magos, orientados pela estrela e atentos ao que acontece ao seu redor, tornam-se exemplos de discípulos. Olhando a estrela eles encontram Deus encarnado. A inclinação diante do menino é o ato de reconhecimento e submissão ao rei, não somente dos judeus, mas de toda a terra.

Os reis do Oriente conheciam a profecia e esperavam um sinal. Ao ver a estrela eles a seguiram e encontraram Jesus, a luz das nações. Belchior ofereceu ouro ao rei. Baltazar ofertou mirra ao homem. Levando incenso, o rei Gaspar veio adorar o Menino Deus. Assim se cumpriram a profecia e a luz iluminou o universo. O Emanuel, Deus conosco, é para todos os povos, é para quem quiser encontrá-lo.

Quem faz a experiência do encontro com Jesus não pode ser o mesmo. Os reis magos retomam o caminho para casa por uma estrada diferente. Não querem mais passar pela estrada da morte onde se encontra Herodes. Eles têm uma nova opção porque encontraram o Deus da vida e não querem colocar a vida do menino em perigo. Tornam-se discípulos missionários. Os magos na troca de presentes ganharam o Verbo de Deus presente no meio de nós e agora podem levar ao mundo a luz que ilumina e aproxima os corações e produz alegria.

 

Dom João Carlos Seneme é bispo da Diocese de Toledo

revistacristorei@diocesetoledo.org

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