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Isai Marcelo Hort

A fé é obrigatória ou opcional?

É possível não ter fé? Será que a grande maioria acredita em uma divindade apenas por que seus pais os ensinaram? Eu argumento neste artigo que a fé não é uma simples cópia da crença familiar, mas sim um fruto do nosso raciocínio, ele nos “obriga” a crermos.

Quando afirmo que a fé é “obrigatória”, digo também que ela é racional e inteligente. Muitos confundem a fé com um sentimento impensado e emocional.

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O ser humano não crê porque ele quer, ele crê porque é uma consequência de sua racionalidade.

Existe uma lei no raciocínio humano que se chama causalidade. É a ligação entre causa e efeito. A causalidade é lógica e indispensável.

Por exemplo, você está lendo este texto e jamais passaria por sua mente a ideia de que este texto não tem uma “causa” (escritor). Existe alguém que pensou e transcreveu este pensamento em forma de letras. Você pode não conhecer o autor e nunca o ter visto, porém o raciocínio lógico aponta para ele. Neste caso sou eu. Você não me conhece, mas o “efeito” (este texto) exige que você acredite na minha existência (causa). Não acreditar na minha existência seria uma atitude irracional.

A complexidade da vida está diante de todos nós. Quanto mais olharmos para o universo (efeito) mais o raciocínio apontará para uma causa. É aqui que entra a “obrigatoriedade” da fé. É neste ponto (efeito) que surgem as inevitáveis teorias de causa.

A teoria do Big Bang é uma tentativa de suprir a necessidade que o nosso raciocínio tem de encontrar a causa da vida. Teoria que, assim como o relato bíblico da criação, nunca foi e nunca será provada, já que ninguém filmou o acontecimento.

“BUM… eis que surgiu a vida por si só”. É uma teoria que alguns consideram digna de sua fé. “No princípio Criou Deus os céus e a terra.” É outra opção que considero racional e lógica ao observar a complexidade astronômica do universo e biológica de um único flagelo bacteriano.

Crer na evolução natural ou que o mundo foi criado por um ser extremamente inteligente são duas opções inevitáveis para o raciocínio humano.

Porém, ainda pode existir aquele que diz que não é “obrigado” a crer em nenhuma das opções. Tudo bem, eu até concordo, mas sempre que abrir os olhos será “obrigado” a contemplar o efeito. Ao ver o voar de um passado, um pôr do sol no fim de um dia ou ao contemplar o rostinho de uma criança terá que se autoconvencer de que não acredita em nenhuma causa inteligente para estes efeitos deslumbrante.

Aproximadamente 90% da população mundial acredita em alguma divindade. Não porque são menos intelectuais e mais espirituais, mas justamente porque seguem um raciocínio lógico.

Eu creio em um “Criador Inteligente” porque isso me parece inteligente.

Que Deus lhe abençoe!

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