Pref. MCR Ecoturismo_
Silvana Nardello Nasihgil

A felicidade tem preço

 

Mais uma vez me pego com “os meus botões” refletindo sobre a vida… e olha que, muitas vezes, as perguntas não conseguem ser processadas na velocidade das respostas que obtemos.

É tão triste perceber que a felicidade tem um preço e que ser feliz incomoda muita gente.

Casa do Eletricista folha LORENZETTI

Vivemos em um mundo tão conturbado que muita gente está tendo dificuldades de aceitar a alegria das pessoas sem criticar, sem olhar com desdém, permitindo que o seu lado mais obscuro e sombrio tome conta da cena.

Então eu pergunto: por que a felicidade de alguns incomoda tanto os outros?

Ser simpático, gentil, afetuoso, brincalhão, leve e descontraído, muitas vezes, gera mal-estar naqueles que têm a vida como um martírio, como um peso.

Aprofundando um pouco, é fácil perceber que essas pessoas trazem nesse pacote embrulhado o fato de não se aceitarem e sequer se amarem; carregam sofrimentos emocionais e psíquicos de toda natureza. É gente de mal com a vida, preconceituosa, gente que busca desmotivar, desmerecer e diminuir os que porventura acreditam ser iguais ou melhores do que eles.

Vejo também uma falta imensa de humanidade, de compreensão e de caridade. Na ânsia de olhar só para o seu “umbigo, muitos atropelam a vida e quem estiver no caminho e sem dó nem piedade vão semeando discórdia e mal-estar.

Quando se escolhe ser feliz, levar alegria, fazer o bem, praticar o acolhimento, olhar com caridade, aceitar cada um do seu jeito e rir, escolhe-se dissipar a dor, o sofrimento e até o desamor. Sim, porque tais atitudes têm esse incrível poder.

Quando escolhemos ser felizes, precisamos estar cientes que muitos não nos compreenderão; seremos motivo de conversas, poderemos não ser aceitos e corremos um sério risco de sermos criticados e até humilhados.

Nessas horas o que vai contar será a nossa determinação na busca por mais qualidade de vida, será a compreensão de que não estamos aqui para sermos pequenos e que na vastidão das escolhas de como viver decidimos pelo nosso bem físico, emocional, material, mental, espiritual e psicológico. Decidimos escolher ser feliz!

Ser alguém que está aqui para fazer a diferença positivamente requer uma compreensão mais vasta do mundo e da humanidade. É um exercício lindo do viver, é um canal que nos conduz ao amor/amar, fazendo com que verdadeiramente aprendamos a arte de viver.

Deveríamos compreender que muitas vezes é necessário deixar para trás aqueles que não nos acrescem e seguir sem medos e sem angústias, porque quando escolhemos ser felizes e disseminar alegrias, estaremos no lugar certo, fazendo aquilo que devemos fazer.

Saúde mental precisa ser levada a sério. Quem não quiser nos acompanhar que pereça pelo caminho. O que não podemos permitir é que nos arrastem para um lugar aonde não queremos estar.

Isso serve para todas as relações: familiares, de pares, amigos, colegas de trabalho, de escola ou seja lá quem for.

 

Silvana Nardello Nasihgil é psicóloga clínica (CRP – 07/21393)

silnn.adv@gmail.com

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