Brincando na Praça 2019
Arno Kunzler

A GRANDE VIRTUDE…

É comum ouvir de aliados políticos do prefeito Moacir Froehlich que ele vem fazendo uma excelente gestão administrativa, porém, vários deles fazem ressalvas à condução política.

Me proponho a colaborar com o debate oferecendo a minha experiência de 35 anos em que acompanho cada passo da maioria dos políticos rondonenses.

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Deixemos de lado a questão administrativa, em que cada político tem sua opinião, mais pelo lado e pelo interesse pessoal do que propriamente pelo contexto geral.

No âmbito político, o prefeito Moacir Froehlich não poderá ser o culpado por um eventual fracasso nas próximas eleições, exceto se gerir muito mal o processo de escolha dos candidatos, e aí convenhamos, não é só ele que pode errar.

Os partidos da base vêm demonstrando intolerância com dois aspectos: a relutância do deputado Ademir Bier em assumir sua candidatura e o crescimento do principal candidato adversário Marcio Rauber.

É certo que essas duas questões estão no eixo de qualquer conversa e qualquer avaliação que se faça hoje dentro do grupo político do prefeito Moacir Froehlich, que tem, além do PMDB, PP, PDT, PSD, PT e outros.

É inquestionável a força do PMDB dentro do governo. Além do prefeito, tem o deputado várias vezes mais votado no município. Mas onde foi que o prefeito Moacir conseguiu levar o seu governo, segundo mandato até o momento, com sete vereadores na Câmara contra dois da oposição?

Não há como negar que o prefeito amarrou politicamente o grupo de tal forma que se houverem dispersões, haverá por causa da escolha dos candidatos à sucessão.

Quem foi o grande artífice da extraordinária vitória do prefeito no primeiro mandato?

Foi a aliança que ele fez com o ex-deputado federal Werner Wanderer.

Nesse sentido, mesmo contrariado porque queria ser vice, Wanderer permaneceu no grupo, foi prestigiado o tempo todo e retribuiu com o seu peso político para a reeleição do prefeito.

E isso sem perder o apoio do deputado federal Dilceu Sperafico, que, muitas vezes, até se sentiu ligeiramente marginalizado, mas aceitou que o prefeito conduzisse essa aliança como se Wanderer fosse ocupante de cargo eletivo.

Mantido o PMDB e o PP unidos, Sperafico e Werner Wanderer atendidos, o prefeito foi ampliando o espaço dentro do governo para trazer um dos políticos que poderia ter sido o seu maior adversário já na reeleição, o jovem arquiteto e vereador Arlen Güttges.

Depois abrigou o ex-vereador Guido Herpich e trouxe para mais perto o PSD.

Claro, tudo isso teve um preço e algumas contas ainda podem ser apresentadas por causa dessas novas alianças. Uma delas é o afastamento de um grupo que pode atuar na oposição, liderado pelo ex-vereador Nilson Hachmann.

Outro é o vereador Ilario Hofstaetter (Ila), que está flertando com a oposição e para alguns tem até o nome cogitado para ser vice de Marcio Rauber.

A questão que hoje alguns aliados cobram do prefeito é que ele não vem fazendo uma boa gestão política, portanto, parece ser muito mais relativa ao desgaste do segundo mandato do que falta de empenho e de esforço do prefeito em manter unido o seu grupo e proteger os eventuais candidatos que deverão ser escolhidos até agosto.

A aliança do prefeito continua vigorosa e até encorpada em relação ao primeiro mandato. O que ocorre agora é que o grupo não encontrou um candidato ainda e vê seu opositor forte e atraente para os eventuais descontentes com o governo.

 

* O autor é jornalista e diretor do Jornal O Presente

arno@opresente.com.br

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