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Dom João Carlos Seneme

A paz esteja convosco. Sou Eu mesmo!

No Evangelho deste domingo os discípulos que iam a Emaús contam aos outros discípulos o que aconteceu com eles no caminho: como eles reconheceram a presença do Mestre Ressuscitado no momento em que Ele partiu o pão.

Desta vez Jesus se manifesta a todos reunidos no Cenáculo em Jerusalém. Ele os encontra desanimados, com medo e dúvidas; chegam a pensar que se trata de um fantasma! Não podemos julgá-los, a situação os leva a este comportamento. Além disso, eles ainda não fizeram o encontro pessoal com o Ressuscitado; até agora só ouviram falar o que aconteceu com os outros. O reconhecimento de Jesus Ressuscitado não se dará mais através do seu rosto, de suas palavras, mas, especialmente, através dos sinais do seu amor: os estigmas (=a marca dos pregos), a partilha do pão, símbolo da eucaristia. Porém, Jesus não é um fantasma, Ele é real, Ele tem um corpo. Jesus tem consciência da dificuldade dos apóstolos em aceitar esta nova realidade de sua presença. Os apóstolos não conseguem compreender o que significa a ressurreição. Por isso, Jesus vai se manifestando aos poucos, no contexto da vida deles.

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A maior lição que podemos aprender hoje é que o mesmo Jesus caminha conosco; Ele conhece nossas fraquezas e preocupações diante do mal que nos circunda. Semelhantes aos discípulos, nossa tendência é nos fechar, trancar nossas portas e tentar nos proteger. Muitos querem voltar ao passado, com medo de enfrentar o presente que assusta e desafia.

O Senhor se aproxima e nos ajuda enfrentar o medo e convida a ser suas testemunhas. Como aos discípulos, suas palavras são consoladores e reavivam a esperança: nem a morte deu a sentença final. Quando a amargura e ansiedade querem tomar as nossas forças, Ele nos tranquiliza e nos dá coragem.  A paz que Ele traz nos dá vida nova.

A eucaristia é o maior sinal da sua presença: a comunidade reconhece a sua fraqueza, se alegra e se reúne para ouvir a Palavra de Deus, comer do seu corpo e do seu sangue. Em seguida, é enviada para ser luz e sal no mundo.

“Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: ‘Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lc 24, 45-48). Esta responsabilidade também é nossa e nos foi dada no dia de nosso batismo: como os apóstolos, depois do dia de Pentecostes, tornaram-se ardentes e corajosos anunciadores da boa-nova de Jesus Cristo, nós devemos continuar esta missão.

Nesta Páscoa somos convidados a renovar nossas vidas e de nossas comunidades cristãs. Todo domingo é dia de festa e de alegria. Como aconteceu com os apóstolos, Jesus está no centro da comunidade reunida em seu nome. É ali que renovamos nossas forças. Precisamos deste momento. Vivemos em um mundo que perde o rumo, que é capaz do melhor e do pior e está procurando desesperadamente a direção certa a tomar. É neste mundo que somos enviados para ser testemunhas do amor e da alegria de Deus.

Neste dia peçamos ao Senhor Ressuscitado: abra nossos corações para entender as Escrituras. Faz de cada um nós testemunhas e mensageiros do amor que há em vós. Amém.

 

revistacristorei@diocesetoledo.org

 

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