Copagril
Editorial

A sociedade e o suicida

Os jornais dificilmente noticiam casos de suicídio. Um pouco para evitar a dor acumulada aos amigos e familiares, outro tanto para evitar estimular essa prática. Na sociedade, o assunto ainda é um tabu. Falar sobre suicídio é quase impensável, ainda hoje, para ampla parcela da população brasileira e mundial. O assunto é negligenciado, praticamente esquecido na família, na igreja, na associação de bairro, na escola, no trabalho, onde quer que seja. Assim, sem debate, sem troca de ideias, sem o assunto em pauta, os casos de suicídio se multiplicam aos pares, em uma escuridão que impede que novos casos sejam evitados.

O mundo moderno trouxe consigo as doenças modernas. A depressão, uma das mais conhecidas, hoje afeta até crianças. Cada dia, mais e mais pessoas estão sendo diagnosticadas depressivas, algumas em estágios crônicos, avançados, que fazem com que a pessoa doente seja capaz de pensar e cometer tal barbárie contra a própria vida. Muitas são as causas do suicídio, mas sabe-se que a depressão é um gatilho poderoso contra a vida. E ela acomete qualquer um. Rico, pobre, oriental, ocidental, não há quem esteja imune a ela.

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Pessoas com potencial para o suicídio precisam de atenção e ajuda profissional, mas os sinais podem ser vistos por pessoas comuns, que estão próximas do indivíduo no dia a dia. Pode ser no trabalho, em casa ou com o vizinho de muro. Cabe a todos conhecer esses sinais e dar apoio incondicional a esse indivíduo. Depressão, desesperança, desamparo, desespero. As pessoas ficam retraídas, com dificuldade de se relacionar, mudam de personalidade, ficam irritadas, com pânico, são pessimistas em relação à vida, entre outros fatores, como transtorno mental ou história de tentativas anteriores.

Mas é preciso ajudar, não desistir de ajudar. Entre os primeiros passos, mostre que você se importa com aquela pessoa, entenda e explique que depressão é uma doença, não julgue seus sentimentos, agradeça por ela se abrir com você, não tenha medo de falar sobre o assunto e encoraje-a a conversar com um profissional. Com essas pequenas atitudes é possível que você, leitor, uma dia, possa evitar uma tragédia com alguém que você gosta ou simplesmente conhece. Vale a pena estar atento, vale a vida estar preocupado com o próximo.

Ao contrário do que se pensava a alguns anos atrás, é preciso falar abertamente sobre suicídio. Nas escolas, no trabalho, na família, onde quer que seja. Toda a sociedade tem o dever de cuidar dessas pessoas, que passam por agonizantes momentos na vida quando estão próximos de se tornarem suicidas. Ninguém tira a vida por que quer, mas sim porque está doente. Nesse contexto, uma nova abordagem precisa ser feita por toda a sociedade, inclusive, quebrando paradigmas religiosos para tratar do tema.

Suicídio é um mal que todos precisam combater. Essa causa é de todos, para todos. Lembre-se que o diálogo é o melhor remédio, mas há casos em que a ajuda profissional é de suma importância. O melhor que a sociedade tem a fazer é conhecer, reconhecer e tratar essas pessoas que pensam em tal loucura.

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