Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

A solução está no problema

O Brasil tem uma enorme responsabilidade de aumentar a produção de alimentos nos próximos anos para que o mundo não passe necessidades maiores que já enfrenta. A fome e a escassez de alimentos podem gerar um grande conflito mundial. Para que isso não ocorra, o agronegócio tem que ser cada vez mais eficiente. Produzir cada vez mais, usando menos recursos e reduzindo cada vez mais seu impacto no meio ambiente, aliando ainda desenvolvimento social e econômico onde atua.

As mudanças climáticas vão exigir do agro, e de todas as cadeias produtivas e setores econômicos, cada vez mais a adoção de práticas sustentáveis, que reduzem os impactos da produção no meio ambiente. Mudanças que o agronegócio protagoniza.

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O Oeste do Paraná é uma das maiores regiões produtoras de suínos do Brasil. Os dejetos de suínos, que historicamente eram lançados nos rios e córregos, causando grandes prejuízos ambientais e riscos sanitários, hoje estão sendo usados para gerar renda nas propriedades rurais. O que antes era um passivo ambiental passou a ser um ativo econômico. E a solução está justamente no problema.

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Em Entre Rios do Oeste, os dejetos de suínos são colocados em biodigestores, onde é formado o biogás, que é transformado em energia suficiente para atender mais de 60 prédios públicos, como escolas, postos de saúde e o próprio paço municipal. A parceria ainda rende recursos aos produtores, que vendem o biogás e chegam a ganhar até R$ 6 mil por mês só com o tratamento dos dejetos.

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Depois, o que resta nos biodigestores é tratado para se tornar fertilizante, usado nas lavouras da região, reduzindo a necessidade de usar compostos químicos para melhorar a produtividade de grãos e pastagens. Os ganhos para o meio ambiente são gigantescos.

O agronegócio vem demonstrando que a sustentabilidade está na pauta do setor. Mais do que na pauta, nas ações. Muitas propriedades já usam a energia do sol para alimentar todas as suas instalações. O uso racional de água e o reaproveitamento da água da chuva para lavar instalações e até dar de beber aos animais também está cada vez mais difundido no meio rural e agroindustrial. Dietas cada vez mais tecnológicas ajudam os animais a aproveitar ao máximo o alimento, reduzindo a quantidade de dejetos gerados.

Mais que produzir alimentos, o agronegócio demonstra estar na vanguarda da sustentabilidade, aproveitando tudo o que pode para ajudar a garantir a segurança alimentar mundial e na busca por neutralizar seu impacto no meio ambiente. Ainda há muito a fazer, mas muitas fazendas brasileiras demonstram o caminho a ser percorrido. O projeto de biogás de Entre Rios do Oeste é um bom exemplo de que as soluções estão cada vez mais eficientes.

E assim deve acontecer também com todos os outros setores produtivos. O consumidor e as próprias legislações vão exigir cada vez mais responsabilidade social e ambiental das empresas, seja em que ramo for. Quem estiver mais alinhado a esses conceitos vai estar em vantagem.

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