Editorial

Ações rápidas e certeiras

Marechal Cândido Rondon chegou muito bem até aqui. Os registros de infectados pelo novo coronavírus mostram uma situação bastante controlada. Até hoje, nenhum paciente com Covid-19 precisou atendimento hospitalar especializado. O hospital de campanha, construído imediatamente após as primeiras notícias mais alarmantes no Brasil, não recebeu ninguém, e que assim continue. Parece que as ações imediatas, adotadas lá atrás, antes de muita gente, tiveram um efeito extremamente positivo.

Imediatamente após o início oficial da pandemia, declarada em março pela Organização Mundial da Saúde, o município agiu prontamente. Nas empresas de serviços essenciais, protocolos de segurança foram criados. O comércio não essencial se sacrificou e fechou por algumas semanas. As aulas foram suspensas. O distanciamento social, com exceções, é claro, foi prontamente executado pelas pessoas. A maioria que pode, ficou e está ficando em casa.

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Ações rápidas e certeiras foram tomadas pelas empresas, pessoas e instituições públicas de Marechal Rondon. Ações, aliás, que dias ou semanas depois começaram a ser implementadas também em outras cidades e Estados do país. O tal do “agir antes” tem se mostrado eficaz.

O Estado do Paraná também agiu imediatamente devido à complexidade da pandemia. Pesquisa da PUC apontou que o Estado tem a menor taxa de crescimento da Covid-19 no Brasil considerando a população. Por conta do bom desempenho, até o presidente Jair Bolsonaro está de olho no secretário estadual de Saúde, Beto Preto, nome sondado para ser o próximo ministro da Saúde no governo federal.

Tanto em Marechal Rondon como no Paraná, o engajamento das pessoas foi e está sendo fundamental para manter a doença, de certa forma, sob um controle mais rigoroso. Em entrevista ao O Presente, o prefeito Marcio Rauber elogia a população rondonense pela determinação conjunta neste cenário de enfrentamento a essa doença tão cruel. Se as lideranças que estão à frente do Centro de Operações Emergenciais (COE) Covid-19 estão satisfeitas com os resultados até aqui conquistados, é porque muitas pessoas fizeram sacrifícios, se cuidaram e cuidaram uns aos outros.

Mas o jogo não está ganho. A tendência de expansão para o interior dos Estados, para as pequenas cidades, ainda é forte. A população que lutou até agora não pode baixar a guarda, precisa estar com os dois olhos bem abertos e atentos, pois o coronavírus é traiçoeiro. Bastam pequenos deslizes para que a situação saia do controle ou que alguma vida se perca. Ainda há muito o que fazer, mas é mais do mesmo. Higienizar bem as mãos com sabão e água, usar álcool gel, ficar em casa na medida do possível, usar máscaras e promover o distanciamento social.

Uma hora tudo isso vai passar. Nada será como antes, mas no futuro há de se observar com certa clareza que o que foi feito até agora por essas bandas gerou um resultado muito positivo. Sem medo, mas tomando todos os cuidados possíveis, Marechal Cândido Rondon, o Brasil e o mundo vão sair dessa. Uns com bons resultados, outros nem tanto assim.

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