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Paraná Produtivo - ADI-PR

Além da falta de chuva, produtores terão que enfrentar calor de quase 40ºC nos próximos dias

Calor de quase 40°C
Além da falta de chuva, os produtores gaúchos vão ter que enfrentar o calorão nos próximos dias. Segundo a Somar Meteorologia, os termômetros vão ficar perto dos 40°C no centro e no Oeste do Rio Grande do Sul. Esta situação agrava as condições das lavouras de soja, que já enfrentam baixos índices de umidade do solo. As principais regiões produtoras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul estão refletindo, além das diferenças no calendário de plantio entre a safra atual e a anterior, o impacto da irregularidade das chuvas no desenvolvimento das lavouras. A estiagem prolongada aumenta cada vez mais as perdas na soja do Rio Grande do Sul.  De acordo com a Emater, a quebra já oscila em torno dos 16% e poderá aumentar ainda mais se a chuva não reaparecer em breve. Outros institutos trabalham com perdas de até 45%.

Turismo brasileiro
O turismo brasileiro cresceu 2,2% em faturamento no ano passado, movimentando R$ 238,6 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Foi a maior alta no setor desde 2017. Foram criados 35.692 novos postos de trabalho. Um alta de 1,2% em relação ao total de empregados do setor em 2018. Mas esse crescimento ainda não compensa o déficit ocorrido entre os anos de 2015 e 2017. O Sudeste foi a região que teve maior faturamento: R$ 147 bilhões, representando 61,6% do ganho de todo o setor, seguido pelo Sul, com 15,9%, e pelo Nordeste, com aumento de 12,6%.

Casa do eletricista PRESSURIZADORES

Indústria cresce
A produção industrial brasileira cresceu 0,9% em janeiro, em relação a dezembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu dois meses de taxas negativas e é o melhor janeiro desde 2017, quando ficou em 1,1%. Na comparação com janeiro do ano passado, o setor teve queda de 0,9%, com recuo também no acumulado dos últimos 12 meses, de -1%. Na comparação com dezembro, 17 dos 26 ramos industriais pesquisados e três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram taxas positivas em janeiro. As principais influências positivas vieram de máquinas e equipamentos (11,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), metalurgia (6,1%) e produtos alimentícios (1,6%), depois dos recuos registrados em dezembro. Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%) avançaram pelo terceiro mês seguido.

Edital de concessão
A Secretaria Nacional de Aviação Civil confirmou, na segunda-feira (09), que vai alterar o edital de concessão de aeroportos da região Sul, inserindo soluções para que o Aeroporto Afonso Pena tenha capacidade de operar voos diretos e sem restrições para os Estados Unidos e Europa. A mudança, que atende a um pedido de entidades da sociedade civil e do setor produtivo paranaense, foi anunciada durante audiência pública realizada em São José dos Pinhais. A confirmação foi feita pelo diretor de Políticas Regulatórias da secretaria, Ricardo Fonseca. Segundo ele, o edital não deverá especificar qual obra será realizada pela concessionária – se o prolongamento da pista principal atual ou a construção de uma nova pista. Mas o diretor garantiu que o documento vai exigir que sejam realizados os investimentos necessários para que o aeroporto possa operar voos diretos de longa distância.

Heineken em PG
A Heineken vai fazer uma grande expansão na capacidade de produção de sua cervejaria em Ponta Grossa: um investimento de R$ 865 milhões entre este ano e 2021 e que vai se concentrar nos rótulos Heineken e Amstel. A Heineken não deu detalhes sobre o volume pretendido com a expansão. Após os investimentos a capacidade será ampliada em 75%. A ampliação da fábrica será feita gradualmente, com os primeiros resultados esperados já para este ano. “Estamos antecipando em um ano todos os investimentos de nosso plano estratégico. O Brasil é um mercado-chave para nós, representa um volume muito grande”, disse o presidente-executivo da Heineken no Brasil, Mauricio Giamellaro.

Safra recorde
A estimativa de fevereiro para a safra de grãos 2020 alcançou mais um recorde, de 249 milhões de toneladas, o que representa alta de 3,1% em relação a 2019, quando foi de 241,5 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve um crescimento de 0,9% (2,3 milhões de toneladas). A área a ser colhida também aumentou, 1,8% frente a 2019 e 0,1% em comparação à primeira estimativa de 2020, chegando a 64,4 milhões de hectares. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O arroz, o milho e a soja representam 93,2% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida.

Soja e arroz
Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,4% na área do milho (3,9% na primeira safra e 0,5% na segunda), de 2,6% na área da soja e de 5,8% para a área do algodão herbáceo, ocorrendo declínio de 2,3% na área de arroz. No que se refere à produção, houve acréscimos de 10,4% para a soja, de 1% para o arroz e de 1,8% para o algodão herbáceo. A produção da soja atinge mais um recorde na série histórica com uma estimativa de 125,2 milhões de toneladas, bem como a do algodão, que tem previsão para 7,0 milhões de toneladas. E para o arroz a estimativa é de 10,4 milhões de toneladas.

China importa menos
As importações totais de soja pela China nos primeiros dois meses de 2020 aumentaram 14,2% em relação ao ano anterior, mostram dados oficiais da Administração Geral de Alfândega. Já do Brasil, no mesmo período, os chineses compraram 25% menos soja, ante 2019. A China, o principal mercado mundial de soja, comprou 13,51 milhões de toneladas da oleaginosa em janeiro e fevereiro, ante 11,83 milhões de toneladas no ano anterior. Vale lembrar que aumentaram as cargas dos Estados Unidos após uma trégua comercial no final de 2019. Os dados do início do ano na China geralmente são distorcidos pelo feriado do Ano Novo Lunar de uma semana, enquanto este ano a epidemia de coronavírus também interrompeu amplamente os negócios.

Embarques de soja
As exportações brasileiras de soja em grão alcançaram a média diária de 489,1 mil toneladas nos cinco primeiros dias úteis de março, salto de 72,1% em relação à média de 284,2 mil toneladas registrada em fevereiro, em meio a condições climáticas mais favoráveis para os embarques. O volume embarcado neste mês também representa alta de 9,86% ante a média diária de março de 2019, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados na segunda-feira (09). Na primeira semana de março, os embarques brasileiros de soja totalizaram 2,4 milhões de toneladas e, com isso, o faturamento para o período somou US$ 823,1 milhões, informou a Secex. Os valores da tonelada de soja não registraram variações muito significativas e atingiram US$ 336,6 neste mês, abaixo dos US$ 348,6 por tonelada vistos em fevereiro e dos US$ 357,2 registrados um ano antes.

Venda do milho
Os produtores brasileiros negociaram 46% da segunda safra de milho 2019/2020 até fevereiro, segundo levantamento da Informa Economics. Em igual período de 2019, o índice estava em 32%. Até o momento, Mato Grosso lidera as negociações, com 60% da produção já vendida. “O fluxo de negócios ocorreu de forma acelerada em Mato Grosso. Os produtores aproveitaram as condições de preços atrativos, que possibilitaram margem positiva de rentabilidade para fixar grandes acordos. Há uma demanda consistente por milho no mercado mato-grossense”, expõe o analista de mercado Aedson Pereira. O especialista ainda destaca que as traders e indústrias que atuam no Estado anteciparam as compras diante da perspectiva de um aumento na demanda pelo cereal para exportação e até mesmo para outros Estados deficitários, como o Rio Grande do Sul.

(Foto: Divulgação)

 

Exportações argentina
Os efeitos do coronavírus sobre a economia chinesa já causam impactos nos frigoríficos argentinos. Em janeiro deste ano, o setor exportou 41,6 mil toneladas de carne bovina, queda de 32,8% ante a média observada no último trimestre do ano passado, segundo dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra). Em janeiro de 2019, por exemplo, a queda em relação à média observada no trimestre anterior foi de 13,3%, com crescimento de 41,9% ante janeiro de 2018. Desde o agravamento da crise com a peste suína africana na Ásia, a China tem respondido por mais de 70% das exportações argentinas de carne bovina. Em janeiro foram exportadas 30,2 mil toneladas de carne bovina da Argentina para a China.

Exportação de café verde
As exportações de café verde do Brasil em fevereiro totalizaram 2,42 milhões de sacas de 60 quilos, recuo de 25,7% em relação à igual período do ano passado, diante do mês mais curto e da oferta reduzida do produto no país, informou na terça-feira (10) o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Os embarques de café arábica do país somaram 2,2 milhões de sacas no período, queda de 27,7%, enquanto as exportações de café robusta registraram leve alta de 3,3%, a 219 mil sacas, apontou a entidade.

Redação ADI-PR Curitiba
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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