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Editorial

Além das redes

Foi dada a largada oficial para as campanhas eleitorais. Em novembro, eleitores de todos os municípios do país vão escolher quem serão prefeito, vice e vereadores, que vão comandar o Executivo e o Legislativo municipais a partir de 2021 e pelos próximos quatro anos. Por ora, as campanhas já ganham terreno nas redes sociais.

Quem tem Facebook, Instagram ou outra rede já percebeu que imagens e vídeos começam a circular, de candidatos que pretendem, com isso, demonstrar suas intenções, ganhar sua simpatia e, no fim das contas, pedir seu voto. Com a pandemia de Covid-19 e a exigência de distanciamento social, as redes ganham ainda mais força nessas eleições. É por elas, aliás, que os debates e as trocas de ideias entre eleitores e candidatos devem ocorrer.

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Para os candidatos, as redes vão servir como uma espécie de termômetro da sua popularidade. No entanto, precisam tomar cuidado para não abarrotarem as linhas do tempo de seus eleitores e não perderem o voto pela insistência. Dosar sempre é bom. Não seja eleito o candidato chato das redes. As publicações precisam ter propósito além das imagens e textos cheios de esperança, espírito lutador etc.

Para os eleitores, as redes podem ser uma excelente fonte de informação – desde que as fake news não atrapalhem tanto. Por isso, mais uma vez, cabe aos candidatos propor publicações sérias, objetivas, informativas e que ajudem os eleitores a decidir.

No entanto, para receber seu voto os candidatos precisam muito mais do que vídeos. Confiar seu voto em alguém exige que você conheça as pessoas. Nas pequenas cidades, como em Marechal Cândido Rondon, essa tarefa é mais fácil. Com a ajuda dos órgãos eleitorais competentes, teoricamente, vai-se separando o joio do trigo. Aqueles inaptos, denunciados ou com ficha suja vão ficar pelo caminho.

Pesquise com seu vizinho, com os amigos, na imprensa, assista debates, pesquise sobre a vida, saiba como ele é no trabalho, busque informações de suas atividades sociais ou mesmo políticas, dá um Google – ou mais que um. Não se deixe influenciar por discursos partidários, não se deixe levar pelas pesquisas, escolha quem você realmente acredita que vai fazer jus a seu voto e fazer um bom trabalho em prol de toda a comunidade.

Seja honesto consigo mesmo e firme em seus posicionamentos. Não venda seu voto em hipótese nenhuma. Denuncie, na Justiça e não nas redes, quem quer comprá-lo.

Uma nova corrida eleitoral, diferente de todas que a sociedade viu até hoje, começou oficialmente. Nos próximos dois meses ela vai acompanhar a sociedade brasileira e fazer parte do dia a dia das pessoas, partindo de dentro de seus smartphones.

Se a pandemia obrigou as pessoas a cuidar umas da saúde das outras, as eleições obrigam a cuidar do futuro das cidades. Candidatos têm suas responsabilidades, mas os eleitores também as têm. Não vote neste ou naquele simplesmente porque ele se saiu melhor nas redes sociais, fez um marketing mais bonitinho, vote em quem você realmente acredita que pode fazer a diferença na comunidade para tornar seu município sempre, e cada dia, melhor.

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