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Editorial

Ano de eleição

Dois mil e vinte chegou, e vem com tudo!

Terá muitos feriados prolongados, Olimpíadas de Tóquio, novas reformas em andamento…

Casa do eletricista MINIESCAVADEIRA

Depois de um 2019 marcado pelo protagonismo econômico e turbulências nas relações políticas e ambientais no Brasil, com as queimadas na Amazônia e óleo nas praias do Nordeste, o Brasil entra no primeiro ano desta nova década com a expectativa de novos acontecimentos relevantes para a política e para a sociedade brasileira.

Entre os desafios deste novo ano está uma nova rodada de eleições.

Após vivenciar uma das mais polarizadas eleições, que elegeu Jair Bolsonaro como o presidente do país, o Brasil terá em 2020 novos pleitos, desta vez para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Serão somente em outubro – primeiro turno será realizado em 04 de outubro e o segundo turno no dia 25 do mesmo mês -, mas as articulações e projeções já estão a todo vapor. Por sinal, devem movimentar o primeiro semestre do ano.

Até chegar a hora das confirmações dos candidatos, nas convenções, vai ter muita conversa, muita negociação, muito jogo político, como sempre tem, porém, desta vez vai estrear um novo formato político: esta será a primeira vez que os partidos não poderão fazer alianças para disputar as Câmaras Municipais, apenas para as prefeituras. Isso significa que os votos dados a todos os partidos da aliança não serão mais levados em conta no cálculo para a distribuição das vagas de vereador.

Vamos torcer para que aqueles que fazem política em nosso país, ou que estão envolvidos indiretamente com ela, ou que desejam “colocar o pé” nela, o façam de forma séria, ou de forma cada vez mais séria. É preciso virar de vez a página da politicagem.

Faz tempo que a ciência que deveria estabelecer mecanismos que permitam a construção coletiva do bem comum, a arte de se ocupar dos assuntos públicos, se destina, em grande parte, à política de interesses pessoais, de troca de favores ou de realizações insignificantes… Precisamos mais do que isso, enquanto eleitores e cidadãos! E não só precisamos: queremos um cenário político cada vez mais harmonioso e políticos cada vez mais comprometidos com o povo e suas demandas.

Estamos em um ano político e por mais que não se goste de política não se pode esquecer que ela é um campo importante, fundamental e inevitável da sociedade e que influencia diretamente a vida de qualquer cidadão. Está na hora de virar a página do descrédito. Precisamos, cada vez mais, (e não custa repetir) de política séria, de políticos que somem, inovem, façam as coisas acontecer de verdade e da forma que precisam acontecer.

Por muitos e muitos anos acompanhamos tantas maracutaias, tantos conchavos, tanto destino de cargo em troca disso ou daquilo, tanto desvio de dinheiro público e corrupção que desanimamos geral da tal da política.

Mas não gostar somente por não gostar não é desculpa, ou meter a boca no trombone somente para contrariar. Vale a pena observar, acompanhar, avaliar…

Enquanto eleitores que somos deveríamos fiscalizar mais. Como? Quem sabe “adotando” alguns políticos, inclusive os que elegemos.

Ficar de olho se eles estão honrando o mandato e contribuindo para o bom funcionamento das administrações públicas, para melhoria na prestação de serviços de saúde e educação, entre outras áreas. Se estão tendo conduta responsável ou comportamento leviano…

É inegável que em alguns aspectos os políticos ficam mais suscetíveis à pressão exercida por seus eleitores. Quando essa pressão acontece, principalmente de forma coletiva, certamente os políticos tendem a desempenhar seus papéis com olhos mais voltados aos anseios da população e poderão corresponder melhor às demandas da sociedade.

Quando fiscalizados pelos eleitores e pela opinião pública, os representantes do povo se sentem mais “motivados” a levar em conta o que pensa e o que quer a sociedade. Não podemos perder as oportunidades de aperfeiçoamento das diferentes faces da democracia. Comecemos já, aproveitando os governos há um ano empossados, estendendo-nos aos políticos que “baterão em nossa porta” logo mais.

 

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