Pref. MCR Novembro Azul.
Arno Kunzler

Assassinos em série…

 

Vivemos tempos em que indivíduos se realizam assassinando pessoas em série. Pessoas que eles nem conhecem, que não têm culpa do mal que a sociedade possa ter lhes feito.

Eles matam apenas para contar o maior número de vítimas.

Novembro Azul

É uma brutalidade inexplicável.

Difícil é entender a cabeça e a frieza de um indivíduo que sai por aí com uma arma na mão atirando em pessoas inocentes.

Uma doentia loucura que não se sabe como combater e nem evitar.

Matar para mostrar a crueldade dos seus atos, exibindo corpos como troféus, é algo inconcebível e inimaginável para um ser humano normal.

Isso revela que matar e morrer para eles não faz a menor diferença.

Passar para a história como um herói que matou uma dezena de pessoas e depois tirou sua própria vida.

Que graça alguém pode ver nisso?

Como isso pode ser interessante? Que prazer a pessoa encontra exibindo sua crueldade dessa forma?

E o pior disso tudo é que não conseguimos evitar a imaginação. Poxa, poderia ter sido na escola do meu filho, do meu neto, do meu sobrinho, primo etc…

E quem poderá dar garantias de que isso não vá acontecer um dia?

A sensação de impotência não é só do Estado, que não tem elementos para evitar tais ações.

A sensação de impotência é ainda maior daqueles que colocam seus filhos numa escola na esperança de buscá-los ao final da aula, vivos.

Nossa imaginação foge ao controle quando olhamos ao redor e percebemos que nem mesmo muralhas e guardas bem preparados podem evitar que isso aconteça.

Um indivíduo disposto a matar e morrer consegue seu intento, mesmo que haja toda prevenção que possamos imaginar.

Estamos diante de algo tão chocante e imprevisível que mesmo incólumes nos deixa todos, de certa forma, traumatizados e anestesiados.

Esse tipo de terrorismo assusta e amedronta. Não tem como ficar tranquilo sabendo que isso pode acontecer.

Não importa as conclusões que a polícia vai chegar sobre a motivação que esses jovens tiveram para agir dessa forma.

O que importa saber por que isso aconteceu para os pais que perderam seus filhos num gesto tão extremo e impiedoso?

Se hoje estamos todos apreensivos e amedrontados pior é saber que nada, absolutamente nada, podemos fazer para evitar o próximo massacre.

 

O autor é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos da Natureza

arno@opresente.com.br

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