Paraná Produtivo - ADI-PR

Brasil caminha para colher recorde de 252 milhões de toneladas de grãos na safra 2019/2020

Safra de soja

A safra 2019/20 caminha para o encerramento, com mais de 90% da soja já colhida, e expectativa de que a colheita do milho safrinha começará em junho, encerando a temporada. A expectativa era de colheita aproximada de 248 milhões de toneladas (Mt) de grãos, mas isto foi superado, apesar da quebra da safra gaúcha de soja em cerca de 7 Mt. Mesmo com a frustração da safra gaúcha, a produção de grãos do Brasil será recorde em cerca de 252 Mt dada à produção maior do que a esperada para a soja nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso Sul, Tocantins, Piauí e Maranhão. Quanto à produção de soja, a euforia sobre a possibilidade de o Brasil superar os Estados Unidos se realizou com folga na safra 2018/19, quando o Brasil colheu 120,75 Mt e na safra subsequente de 2019/20, os americanos colheram apenas 96,8 Mt – 24 Mt menos que o Brasil.

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(Fotos: Divulgação)

 

Volkswagen retoma produção

As fábricas de automóveis da marca Volkswagen devem reiniciar sucessivamente suas atividades. Primeiro, a produção será retomada nas fábricas de Zwickau e Bratislava (Eslováquia) na semana de 20 de abril. As demais fábricas na Alemanha e em Portugal, Espanha, Rússia e EUA devem reiniciar a produção na semana a partir de 27 de abril. Posteriormente, em maio, a produção será retomada na África do Sul, Argentina, Brasil e México. A produção será retomada de acordo com a disponibilidade atual de peças, os requisitos governamentais na Alemanha e na Europa, o desenvolvimento dos mercados de vendas e os modos de operação resultantes das plantas. A Volkswagen Group Components já havia começado a retomar a produção gradualmente em suas fábricas em Brunswick e Kassel desde 06 de abril, seguida pelas fábricas de Componentes em Salzgitter, Chemnitz e Hannover, bem como nas fábricas polonesas, desde 14 de abril, para garantir suprimentos de componentes.

 

 

Startups afetadas pela crise

Startups que tiveram seus negócios impactados pelo Covid-19 poderão participar de um programa voltado à solução de problemas de gestão das empresas. Isso abrange desde o reposicionamento de portfólio até a gestão de seu fluxo de caixa. O programa Startup Evolution acontece ao longo de três meses, entre abril e junho, e vai oferecer mentorias especializadas e workshops online, além de conexão com agentes estratégicos do setor de inovação e apoio na captação de recursos. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Celepar, a Hotmilk, ecossistema de inovação da PUC e o Sebrae. Interessados em participar do Startup Evolution podem fazer a inscrição pelo link hotmilk.pucpr.br/evolution até domingo (19).

 

IDR-Paraná

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná -Iapar-Emater já tem uma nova identidade visual. Passa a ser identificado como IDR-Paraná. A denominação será usada em todas as ações de extensionistas e pesquisadores junto aos produtores. Oficialmente a instituição continua a ser o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater, nome que deve constar em documentos oficiais. A fusão de instituições e a reestruturação do Sistema Estadual de Agricultura teve início no ano passado, com o objetivo de melhorar a qualidade da agropecuária paranaense, torná-la cada vez mais competitiva e garantir uma redução da desigualdade no meio rural. A ideia é que o IDR-Paraná preserve a essência de cada uma das entidades que o constitui e que se dedique ao desenvolvimento rural, prestando serviço de pesquisa e experimentação agrícola, de assistência técnica e extensão rural e de fomento no meio rural.

 

Café Arábica

Favorecido pela valorização do dólar em relação ao real, o Brasil já comercializou um terço da safra 2020/21 de café arábica, que será colhida somente no ano que vem, de acordo com o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Soria. Trata-se do maior nível de comercialização antecipada para a temporada de 2020/21, entre as demais commodities agrícolas brasileiras. “No café arábica, estamos com 30,8% da safra que vem comercializada, um terço. No café conilon, 14% também já foram vendidos”, disse Soria, em videoconferência na última quarta-feira (15). Na soja, principal grão exportado pelo Brasil, 19% da safra 2020/21 foram comercializados, 18% no algodão, 3% do milho primeira safra e 13% do milho safrinha. “Isso mostra que, apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, o câmbio mais do que compensou a venda antecipada para o produtor brasileiro”.

 

 

Empresas inovadoras

A recessão econômica e a queda nos investimentos em bens de capital tiveram impacto direto nas atividades de inovação. Segundo a Pesquisa de Inovação (Pintec 2017), divulgada na última quinta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de empresas que inovaram caiu de 36% no triênio encerrado em 2014 para 33,6% (uma em cada três) entre 2015 e 2017, em um universo de 116.962 companhias com dez ou mais trabalhadores. Entre os três setores, a indústria foi a mais afetada, com o percentual de empresas inovadoras caindo de 36,4% em 2014, para 33,9% em 2017, menor patamar das três últimas edições da pesquisa. Já o setor de serviços variou de 32,4% para 32%, com a intensidade de investimentos caindo de 7,81% para 5,79%.

 

Carne suína da China

As importações de carne suína da China em março quase triplicaram na comparação com mesmo mês do ano passado, mostraram dados de alfândega divulgados na última terça-feira (14), com compradores buscando preencher a escassez de oferta doméstica após a peste suína africana ter dizimado o rebanho do país. Maior consumidora global de carne suína, a China importou 391 mil toneladas do produto em março, contra 127,2 mil toneladas em março de 2019, segundo cálculos da agência de notícias Reuters com base nos dados oficiais. Os embarques da carne no primeiro trimestre foram de 951 mil toneladas, quase duas vezes mais que o registrado em mesmo período do ano anterior, de acordo com os números da Administração Geral de Alfândegas. A China havia importado 560 mil toneladas de carne suína nos primeiros dois meses de 2020, alta de 158% na comparação anual.

 

Frango para a China

A China mantém-se como peça-chave nas exportações brasileiras de carne de frango. No primeiro trimestre de 2020, absorveu mais de 60% do volume adicional exportado no período pelo País. O segundo maior importador, a Arábia Saudita – líder das importações brasileiras durante décadas – continua reduzindo suas importações, a China isola-se cada vez mais na liderança: no ano passado, em idêntico período, o volume importado pelos chineses foi 1% superior ao dos sauditas; neste ano a diferença está em 50%. No quadro dos dez principais importadores, a maioria deles é a mesma do primeiro trimestre de 2019. Ou seja: apenas dois países passaram a integrar esse quadro em 2020: os Países Baixos – 8º lugar e 11º há um ano; e Cingapura – 10ª posição e 14ª há um ano. Ocupam espaço que pertencia à Coreia do Sul e ao Iraque.

 

 

Carne de porco

Os preços dos suínos nos EUA estão caindo fortemente devido ao impacto ocasionado pela pandemia do covid-19, o que resultará em um “desastre financeiro aos produtores em todo o país, que enfrentarão prejuízos totais de US$ 5 bilhões neste ano”, alertou o Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína (NPPC, na sigla em inglês).

“Continuamos comprometidos em fornecer aos consumidores norte-americanos carne de porco de alta qualidade, mas enfrentamos uma situação terrível que ameaça os meios de subsistência de milhares de famílias de produtores”, disse o Presidente do NPPC, Howard A.V. Roth. Dermot Hayes, economista da Iowa State University, e Steve Meyer, economista da Kerns & Associates, estimam que os criadores norte-americanos de suínos perderão ao longo deste ano quase US$ 37 por porco, ou quase US$ 5 bilhões coletivamente.

 

Demanda fraca

O monitoramento de mercado realizado pelos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) constatou que os preços do suíno vivo seguem em forte queda na maioria das praças abrangidas pelo levantamento. Segundo os pesquisadores, as baixas no mercado independente (criadores não integrados às indústrias) ocorrem por conta da procura desaquecida pela carne, que está inferior à oferta. “A indústria, que, de modo geral, tem trabalhado com produção reduzida, compra menos lotes de suínos no mercado independente.” A levantamento do Cepea mostra que no acumulado de abril o suíno se desvalorizou 20,3% na região denominada SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), chegando a R$ 4,21/kg na última quarta-feira (15).

Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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