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Brasil e Paraguai assinam acordo de livre comércio automotivo

Livre comércio
Brasil e Paraguai assinaram acordo de livre comércio automotivo. Com isso, as peças e os veículos vendidos pelos dois países terão tarifas mínimas ou zeradas, mas o intervalo para o livre comércio variará entre os dois países. Os produtos automotivos paraguaios, peças e veículos terão livre comércio imediato no Brasil. Os produtos brasileiros, no entanto, serão taxados em até 2% no Paraguai. As tarifas cairão gradualmente, por meio da aplicação de margens de preferências, até a liberação total do comércio no fim de 2022. O acordo havia sido firmado em dezembro, mas só foi oficializado agora. Esse foi o último de uma série de acordos de revisão do comércio automotivo entre o Brasil e os países do Mercosul. O país assinou acordos semelhantes com Argentina e Uruguai.

 

Japoneses na Fiep
Industriais representantes de 13 empresas japonesas participaram do Encontro de Negócios com o Japão na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba. O encontro reuniu industriais dos setores agroindustrial, de tratamento de resíduos e da área da saúde. Foram apresentados dados econômicos do Japão, do Brasil e do Paraná, e das 13 empresas participantes.

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Balança comercial
A indústria do Paraná exportou US$ 16,4 bilhões e importou US$ 12,7 bilhões em 2019. Com isso, o saldo da balança comercial do Estado, no período, ficou positivo em US$ 3,7 bilhões. Os números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, mostram que apesar de positivo o saldo é 50% menor do que o registrado no ano anterior, que foi de US$ 7,5 bilhões. Houve queda de 18% nas exportações e crescimento de 2,6% nas importações no ano passado, quando comparadas com o resultado de 2018. Os produtos que o Paraná mais exportou em 2019 foram soja (US$ 4,9 bilhões), 31% a menos do que no ano anterior; carnes (US$ 2,8 bilhões), crescimento de 9,7%; material de transporte (US$ 1,8 bilhão), queda de 47%; e madeira (US$ 1,1 bilhão), redução de 13% na comparação com 2018.

Expectativa para 2020
Apesar da performance ruim da balança comercial paranaense no ano passado, outros números demonstram que a expectativa do empresário é positiva para este ano. Em dezembro, a Sondagem Industrial da Fiep revelou que quase 80% dos industriais estavam otimistas para 2020. Em parte, em virtude do resultado da produção industrial do Estado, que entre janeiro e novembro atingiu o maior crescimento do país em relação ao mesmo período do ano anterior, 5,4%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Toneladas de grãos
A produção brasileira de grãos deve somar na safra 2019/2020 251,1 milhões de toneladas, 3,8% a mais que na temporada anterior. Os dados do quinto levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foram divulgados na terça-feira (11). A área total avança 2,5% nesta safra, para 64,8 milhões de hectares. A produção de soja é estimada em 123,2 milhões de toneladas, recorde da série histórica. Já a produção total de milho chega a 100,5 milhões de toneladas, com um crescimento de 0,4%. Na primeira safra, em fase de colheita, a área cresceu 3,4%, para 4,25 milhões de hectares.

Milho em alta
Os preços do milho brasileiro ultrapassaram os R$ 50 por saca de 60 quilos pela primeira vez desde 2016, mesmo com a colheita recorde registrada no ano passado, afirmou Victor Ikeda, analista sênior de grãos e sementes oleaginosas no Rabobank, na terça-feira (11). A produção brasileira de milho ultrapassou as 100 milhões de toneladas em 2019, estabelecendo um novo recorde, mas a forte demanda de frigoríficos locais, exportações e produtores de etanol do milho esgotaram os estoques. Os estoques de passagem de milho, ao final de janeiro, foram de cerca de 11 milhões de toneladas, o número mais baixo desde 2017, quando uma seca severa pressionou as reservas brasileiras do cereal.

Janeiro para investir
Levantamento feito pela Ocepar, com base nos dados do Banco Central, mostra que dos R$ 225,59 bilhões anunciados pelo governo federal para a safra 2019/2020, R$ 119,6 bilhões foram aplicados até o mês de janeiro de 2020. O montante representa 53% do total. A maior parte dos recursos, 28%, teve origem na poupança rural, 27% em recursos obrigatórios, 24% em recursos com taxas livres; 9% no BNDES equalizável, 11% em fundos constitucionais e 1% em outras fontes. De acordo com a Getec, de julho de 2019 até janeiro de 2020, as cooperativas brasileiras captaram R$ 9,09 bilhões, sendo a maior parte destinada à industrialização, ao custeio e à comercialização. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 5,74 bilhões, principalmente em industrialização e custeio.

Melhor resultado
A confiança do agronegócio brasileiro registrou alta no 4º trimestre. O Índice de Confiança (IC Agro) do setor subiu 8,7 pontos, fechando o período em 123,8 pontos, marcando o melhor resultado desde o início da série. Como consequência, mesmo que as reformas não tenham avançado tanto quanto esperado, os principais indicadores econômicos mostravam ao fim do ano sinais de uma recuperação mais consistente. As projeções para o crescimento do PIB em 2019 passaram de 0,82% em meados do ano para 1,17% em dezembro. Dados do relatório mostram que o otimismo atingiu praticamente todos os segmentos pesquisados. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e Organização das Cooperativas Brasileiras.

Dispara na China
O preço médio da carne suína na China aumentou 116% em comparação com o mesmo período do ano passado. Historicamente o preço da carne é baixo durante o feriado do Ano Novo chinês, mas este ano o bloqueio causado pelo surto de coronavírus afetou o mercado, fazendo os preços dispararem. Desde o início do surto, a China liberou de suas reservas estatais quase 100 mil toneladas de carne suína, mas a necessidade de importação de carne está aumentando. O problema é que várias cidades na China estão bloqueadas e a força de trabalho dos portos e fábricas fica presa nesse bloqueio.

Gripe na Alemanha
O vírus da gripe aviária H5N8 foi relatado na Alemanha na semana passada. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, 44 aves foram mortas no surto e outras 25 foram abatidas pelas autoridades veterinárias. “Nenhuma carne, aves ou outros produtos animais entraram na cadeia de suprimentos”, segundo um relatório emitido pelas autoridades alemãs da região de Baden-Wurttemberg. Em janeiro, o vírus foi confirmado em aves selvagens na terra de Brandemburgo, perto da fronteira com a Polônia. Desde o início do ano, o vírus afeta várias fazendas na Polônia, Eslováquia, Romênia, Ucrânia e Hungria. Polônia e Hungria foram os países mais afetados pela situação devido à presença do vírus H5N8 em fazendas de grande porte.

Em alta
A produção industrial paranaense cresceu 5,7% em 2019 no comparativo com o ano anterior, maior evolução do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas oito dos 15 locais pesquisados variaram positivamente entre os dois anos, enquanto a indústria nacional recuou 1,1%. Na variação mensal entre novembro e dezembro de 2019, o setor cresceu 4,8% no Paraná, também o maior resultado do Brasil. Nesse índice apenas o Pará (2,9%) e o Nordeste (0,3%) registraram crescimento, enquanto o acumulado nacional apontou recuo de 0,7%. Já entre dezembro de 2019 e dezembro de 2018, a indústria local cresceu 2,5% e se posiciona entre os melhores resultados neste indicador.

Veículos
Os maiores avanços do ano passado foram em veículos automotores, reboques e carrocerias (25,7%), máquinas e equipamentos (9,5%), alimentos (8,8%), produtos de metal (7,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,3%). Nos setores automotivo e alimentício, bases consolidadas da economia estadual, os índices paranaenses também foram os maiores do país. No Brasil, os crescimentos foram de 2,1% e 1,6%, respectivamente. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias também conquistou o maior resultado acumulado dos últimos oito anos (entre janeiro e dezembro). Além do Paraná, registraram crescimento industrial no acumulado do ano Amazonas (4%), Goiás (2,9%), Rio Grande do Sul (2,6%), Rio de Janeiro (2,3%), Santa Catarina (2,2%), Ceará (1,6%) e São Paulo (0,2%).

Redação ADI-PR Curitiba  
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em 
www.adipr.com.br.

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