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BRDE vai disponibilizar R$ 670 milhões ao Paraná como apoio aos empreendedores

Apoio à retomada

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anuncia a criação de um programa de apoio aos empreendedores do Sul do Brasil impactados pela pandemia de coronavírus. O banco vai injetar R$ 1,3 bilhão na economia do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná nos próximos seis meses. No Paraná serão disponibilizados R$ 670 milhões, montante já confirmado pelo governador Ratinho Junior, dentro de um conjunto de ações para estimular a atividade econômica e preservar emprego e renda dos paranaenses. O anúncio do novo programa foi feito junto com a apresentação do desempenho do banco em 2019. As operações totalizaram R$ 2,47 bilhões que, somados às contrapartidas dos próprios empreendedores, viabilizaram investimentos de R$ 2,9 bilhões na região Sul.

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Recuo na Bolsa

Os investidores já contavam que o Ibovespa fecharia o trimestre em queda, mas não poderiam imaginar que esse período de 2020 entraria para a história como o pior do principal índice da B3, a Bolsa de Valores brasileira. Na terça-feira (31) o indicador encerrou os negócios aos 73.019 pontos, um recuo trimestral de 36,9%, o maior desde o início da medição, em 1968 – somente em março a retração foi de 29,9%. Pandemia da Covid-19, tensões entre Estados Unidos e Irã, guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita, fuga de capital estrangeiro do país e a indefinição política para as próximas eleições foram os principais ingredientes para esta tempestade perfeita na bolsa.

(Foto: Divulgação)

 

Frota das cooperativas

A constituição de novas cooperativas de transporte no Paraná em 2019 contribuiu para que o ramo apresentasse crescimento de 15% da frota, chegando a 3.409 veículos, de acordo com o levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Esse também foi o principal motivo do crescimento de 5,5% no quadro social do ramo, que chegou a 3.456 cooperados. Já o faturamento alcançou o montante de R$ 355,8 milhões, o que significa uma diminuição de 1,9% em comparação a 2018. No Paraná, há 33 cooperativas que atuam nesse segmento, a maioria operando com transporte de cargas, mas o ramo congrega ainda o transporte de passageiros, náutico e turismo.

 

Abates de bovinos

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os abates de bovinos no Brasil tiveram forte queda em março. É o que mostram dados preliminares do Ministério da Agricultura. No mês passado, os frigoríficos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal abateram 1,019 milhão de cabeças de bovinos, redução de 47% na comparação com os 1,943 milhões animais abatidos no mesmo intervalo do ano passado. As unidades fiscalizadas pelos Serviços de Inspeção Federal (SIFs) são as maiores e as únicas que podem exportar e vender produtos entre os Estados do país. Há 224 abatedouros do gênero no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os frigoríficos com fiscalização federal respondem por mais de 70% dos abates de bovinos do país. Em março, a paralisação temporária de nove abatedouros com SIF – cinco da JBS, a partir do dia 19, e quatro da Minerva, a partir de 23 de março – ajudou a derrubar os abates. Mas outras empresas também reduziram o ritmo, de acordo com executivos do setor.

 

Menor oferta

As incertezas no mercado internacional provocadas pela pandemia do novo coronavírus reduziram o ritmo das negociações do cereal tanto no mercado à vista quanto do milho futuro, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Tradings priorizam o trabalho para os contratos já firmados da safra 2018/2019 e 2019/2020, que podem vir a enfrentar impasse no fluxo de escoamento ao porto, com a menor oferta de caminhões para o frete dos produtos agrícolas registrada nas últimas semanas no Brasil”, diz o Imea no boletim. Apesar disso, o instituto observa que o cenário atual é positivo para produtores avançarem nas negociações do cereal das safras 2019/2020 e 2020/2021, assim como para se protegerem de variações de câmbio e de outros fatores do mercado internacional que afetam as cotações de milho.

 

Colheita da soja

A colheita de soja foi encerrada na região da Coopavel, que atua no Oeste e Sudoeste do Paraná. Segundo a cooperativa, o rendimento médio obtido foi 12,3% maior que o esperado inicialmente. O resultado é maior que a média do Estado, mas menor que a expectativa do Departamento de Economia Rural (Deral) para a região de Cascavel. A produtividade média final das áreas da cooperativa, na sua maioria em Cascavel, foi estimada em 4.045 quilos por hectare e ficou acima do rendimento de 3,6 mil quilos por hectare esperados inicialmente. Apesar de os números finais da cooperativa serem bastante bons, eles ainda são inferiores aos estimados pelo Deral para o Núcleo Regional de Cascavel, que engloba também cidades menores próximas.

 

Pior trimestre

O açúcar pode fechar o trimestre com o pior desempenho desde 2010 diante da maior oferta do Brasil quando o surto de coronavírus afetar as perspectivas para a commodity. Os contratos futuros de açúcar bruto acumulam baixa de 20% neste trimestre. Com a queda dos preços do petróleo, é mais vantajoso para usinas brasileiras transformarem cana em açúcar do que em etanol. A alta do dólar em relação ao real também incentiva mais exportações do Brasil, enquanto mercados de commodities, desde produtos agrícolas à energia, são duramente atingidos pela pandemia. O choque do petróleo leva consultorias como a Green Pool Commodity Specialists a aumentarem as projeções para a oferta brasileira, reduzindo a probabilidade de déficit na safra 2020/2021. E, por enquanto, o início da colheita do Brasil nos próximos meses também poderá trazer mais pressão.

 

Aumento do desemprego

A taxa de desocupação subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de desempregados, segundo pesquisa do IBGE. O aumento, na comparação com o trimestre terminado em novembro (11,2%), interrompeu dois trimestres seguidos de quedas estatisticamente significativas no desemprego. “É normal que no início do ano ocorra essa interrupção, porque já vínhamos numa trajetória de taxas declinantes no fim do ano. Não tínhamos visto essa reversão em janeiro, no entanto, ela veio agora no mês de fevereiro, provocada por uma queda na quantidade de pessoas ocupadas e um aumento na procura por trabalho”, disse a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

 

Contas públicas

As contas públicas tiveram saldo negativo em fevereiro. De acordo com dados divulgados na terça-feira (31) pelo Banco Central (BC), o setor público consolidado, formado por União, Estados e municípios, registrou déficit primário de R$ 20,901 bilhões no mês passado. Em fevereiro de 2019 o resultado negativo foi menor: R$ 14,931 bilhões. O déficit de fevereiro é o maior para o mês desde 2017, quando ficou em R$ 23,468 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Segundo o BC, as estatísticas ainda não têm “impactos mais expressivos” da pandemia do coronavírus por serem referentes a fevereiro. Em fevereiro, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 26,893 bilhões. Os governos estaduais e municipais registraram saldo positivo: R$ 4,267 bilhões e R$ 982 milhões, respectivamente.

 

Cesta básica

O custo da cesta básica teve aumento em 15 das 17 Capitais pesquisadas em março, do dia 1º até o dia 18, quando o levantamento de preços foi suspenso em razão da pandemia de coronavírus. Os dados parciais são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As altas mais expressivas na cesta ocorreram em Campo Grande (6,54%), Rio de Janeiro (5,56%), Vitória (5,16%) e Aracaju (5,11%). As quedas foram observadas apenas em Belém (-3,27%) e São Paulo (-0,24%). A Capital de Estado com o grupo de produtos básicos mais caro foi o Rio de Janeiro (R$ 533,65), seguida de São Paulo (R$ 518,50) e Florianópolis (R$ 517,13). Os menores valores médios foram verificados em Aracaju (R$ 390,20) e Salvador (R$ 408,06).

 

Produção industrial

A produção industrial brasileira cresceu pelo segundo mês consecutivo, apresentando aumento de 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada na quarta-feira (1º) pelo IBGE. A atividade industrial de janeiro foi revisada de 0,9% para 1,2% frente a dezembro, acumulando 1,6% de crescimento nos dois primeiros meses de 2020, nessa base de comparação. “É o segundo avanço após uma queda importante nos dois últimos meses de 2019. Mas o saldo desse período ainda é negativo, pois os resultados de novembro e dezembro acumulam -2,5%”, observa o gerente da pesquisa, André Macedo. Dentre os 26 ramos da atividade industrial pesquisados, 15 mostraram resultados positivos. Destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (2,7%) e outros produtos químicos (2,6%), ambos crescendo pelo segundo mês seguido.

 

Bayer pagará US$ 40 milhões

O grupo farmacêutico e agroquímico alemão Bayer pagará quase US$ 40 milhões em um processo nos Estados Unidos sobre o glifosato, o herbicida mais utilizado do mundo, acusado de provocar problemas de saúde. Consumidores acusavam a Monsanto, empresa comprada pela Bayer em 2018 por US$ 63 bilhões, de ocultar em seus anúncios publicitários os riscos à saúde causados pelo agrotóxico, segundo um documento do tribunal de Kansas City publicado na segunda-feira (30). No total, o grupo pagará US$ 39,6 milhões. “O caso chegou a uma resolução satisfatória para todas as partes e depende da aprovação do tribunal competente”, afirmou a Bayer em um comunicado. Há dois anos a Bayer está envolvida em outro processo nos Estados Unidos, o mais importante para a questão, no qual milhares de demandantes questionam a empresa pelos supostos efeitos cancerígenos dos herbicidas da Monsanto, entre eles o Roundup.

 

Redação ADI-PR Curitiba 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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