Copagril
Editorial

Cenário de eleição

 

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) vive um cenário pré-eleitoral marcado por expectativas e, ao mesmo tempo, indefinições. Previstas para acontecer no segundo semestre deste ano, as eleições para reitor, vice-reitor, diretores de campi e de centros já fomentam debates internos em todos os cinco campi sediados nos municípios de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão. Ao mesmo tempo em que aumentam as conversas, diálogos e especulações, também crescem as expectativas para uma definição sólida de nomes para a disputa eleitoral.

Apesar de o assunto estar sendo tratado na universidade com certa discrição, nomes de possíveis candidatos já estão sendo cogitados e começam a ganhar força em meio aos debates pré-eleitorais. O campus rondonense da Unioeste, por exemplo, pode colocar novamente nomes à disputa eleitoral envolvendo a Reitoria. No entanto, até o momento pouco se sabe qual ou quais são eles, tendo em vista que o rumo das conversas deixa aberta a possibilidade da postulação de mais de uma candidatura. Além disso, embora as chapas ainda estejam indefinidas e o calendário de eleição em fase de organização, o processo eleitoral está despontado na universidade refletindo em discussões por parte da comunidade acadêmica, responsável pela escolha dos novos dirigentes da universidade.

O momento é ideal para estabelecer diálogos na tentativa de se chegar a um acordo ou conclusão mais coerente pensando no futuro da Unioeste. É válido pensar ainda que a partir desse processo eleitoral surgirão nomes responsáveis por reger ao longo dos próximos quatro anos uma universidade que constrói sua história solidificada como referência no Ensino Superior público, extrapolando as fronteiras do Estado e ganhando reconhecimento em nível nacional e internacional.

Em vista disso, é importante avaliar propostas e candidatos que olhem para a Unioeste e pensem em sua realidade enquanto produtora de ensino, pesquisa e extensão, além de reconhecê-la como peça estratégica no desenvolvimento econômico e social das regiões onde está inserida – Oeste e Sudoeste.

É preciso considerar, sobretudo, as demandas, principalmente em investimentos para os cursos de graduação que hoje, apesar de conquistarem excelentes resultados, também enfrentam muitas dificuldades. E aqui recai também uma atenção especial por parte do Governo do Estado para com as universidades e suas estruturas. Há de pensar em políticas indutoras que possibilitem investimentos nas universidades e em seus cursos de graduação, pós-graduação e laboratórios para que continuem sendo fomentadoras e produtoras de conhecimento, pesquisa, ciência e tecnologias.

Existe também a necessidade de evoluir as discussões sobre assistência estudantil e meios de diminuição da evasão de acadêmicos dos cursos de graduação, um problema enfrentado de forma geral por universidades e faculdades de todo o país, haja vista que a sociedade precisa cada vez mais de profissionais que atuem nas mais diferentes áreas, que se integrem e complementem.

Portanto, é indispensável que o processo eleitoral seja percebido de maneira ampla e não reduzida ao dia específico da votação.

O cenário é de oportunidades para novos projetos, para identificar limites, gargalos e suas respectivas soluções. É hora de olhar para a história e repensar a universidade de uma forma desburocratizada, com novos rumos, investimentos e, sobretudo, participação. O momento é de decisão, pois o futuro é construído no presente.

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