2º Agita Rondon – 2019
Elio Migliorança

CIDADÃO COMUM

Cidadão comum é aquele que faz parte da multidão, que a cada dia está na correria para garantir a sobrevivência e o bem-estar dos seus. E que depende da boa vontade dos governantes para ter transporte, segurança, saúde e educação. Tudo o que a Constituição garante. É aquele que, ao entrar em algumas repartições públicas, às vezes, é vítima da soberba e arrogância de quem tem poder e dinheiro. E muitos se sentem impotentes, encolhem-se achando que nada se pode fazer. É necessário reagir, enfrentar e exigir respeito quando alguém abusar de sua função para nos humilhar ou tirar vantagem. Até nas empresas privadas não podemos abrir mão de nossos direitos.

Estive fazendo uma compra no representante de uma multinacional. Solicito nota fiscal e sou informado que para tal preciso ter cadastro e que para fazer cadastro preciso entre outros documentos apresentar minha declaração de Imposto de Renda. Reajo e argumento que isto é meu sigilo fiscal, nada tenho a esconder, mas não sou obrigado a distribuir cópias por aí. Diante da recusa, o vendedor sugere que eu aceite apenas o cupom fiscal como comprovante. Informo que aceito, mas que irei à Receita Federal pedir informações de como contabilizar tal documento, uma vez que não me forneceriam a nota fiscal da compra. Diante da informação de que vou à Receita Federal, meu cadastro foi feito sem precisar aquele documento, que, no princípio da conversa, parecia indispensável. Assim devemos agir nós cidadãos comuns. Somos comuns, mas não precisamos aceitar que nos pisem e nos humilhem. Não importa o grau da autoridade ou o peso do cargo de alguém. Se cumprirmos nossas obrigações, temos o dever de exigir nossos direitos.

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Quando somos atendidos pelo Poder Público, não importa em que setor, estamos apenas recebendo o que é de direito pelo imposto que pagamos. Mas tem coisas que o cidadão comum, por mais inteligente que seja, não consegue entender. Os governantes fizeram propaganda dizendo que a dívida externa estava paga, mas agora descobrimos que a divida pública é maior que dois trilhões (R$ 2.000.000.000.000,00) de reais e só neste ano gastaremos 225 bilhões de reais com pagamento de juros. E o governo está aí tentando criar uma nova CPMF para arrecadar dez bilhões para a saúde.

Por que o Estado do Paraná, com tudo o que produz e contribui com a União, é o penúltimo Estado brasileiro em verbas destinadas pelo governo federal no orçamento de 2012? Afinal, o que fazem os três ministros paranaenses no governo federal, pergunta o cidadão comum?

Mas uma coisa o cidadão comum já descobriu. Um soldado do Bope ganha R$ 2.260,00 para arriscar a vida. Um bombeiro ganha R$ 960,00 para salvar vidas. Um professor ganha R$ 928,00 para preparar para a vida. Um médico ganha R$ 2.160,00 para manter a vida. O deputado federal e o senador ganham R$ 26.700,00, cada um, para ferrar a vida do brasileiro. Sim, porque todos os novos impostos só serão cobrados se aprovados pelo Congresso Nacional. Enfim, o cidadão comum acha inócua a discussão sobre o número de vereadores. O que gera economia é reduzir o valor repassado mensalmente às câmaras de vereadores, e aí não importa se são oito ou 80 para gastar isso.

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