Copagril
Elio Migliorança

Coisas que incomodam

Ano novo, governos estaduais prometendo um novo tempo na gestão pública e todos esperando que o presidente Bolsonaro seja a ruptura com a velha política e faça nascer o Brasil que queremos. Um projeto que começa agora criando os alicerces para que a mudança continue nos próximos governos. Mas há algumas coisas que nos incomodam. Interferindo de forma direta na vida de todos, temos a Copel que nos inferniza com o pisca-pisca da energia elétrica. Alguns ironizam dizendo que os responsáveis não foram informados que o Natal já passou e o pisca-pisca pode ser desligado. Na área produtiva o pisca-pisca transforma nossa vida num inferno. Numa empresa você tem 20 motores funcionando, a energia cai e volta em um minuto quando todos os motores arrancam ao mesmo tempo, sobrecarregando o sistema e provocando prejuízos como queima de motores ou danos aos painéis de controle. Prejuízo que acaba sobrando para o consumidor. Como a Copel detém o monopólio do fornecimento de energia, somos obrigados a arcar com as consequências de má gestão e falta de planejamento.

Outro setor em debate é o fornecimento de água. Muitas Câmaras de Vereadores estão questionando o golpe de que fomos vítimas no ano passado, quando a quota mínima foi reduzida de dez para cinco mil litros/mês. Embora tarde, ainda é tempo para questionar este assalto. Água é um bem de sobrevivência e não deveria ser mercadoria para explorar o consumidor. Se devemos economizar água, por que não cobrar apenas o que cada um consumiu? Por que pagar cinco mil litros se só utilizei três mil?

Casa do Eletricista folha LORENZETTI

Dizem as notícias que as ações da Sanepar subiram e os investidores estão festejando. Saibam que os consumidores lamentam e muitos não conseguem pagar esta exploração. Um nó para ser desatado pelo novo governador se ele quiser de fato o bem do povo paranaense.

Temos a novela Flavio Bolsonaro. Mais enrolado que namoro de cobra, tenta explicar o inexplicável. O fato é que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro era um antro de crime muito organizado. Deveria ser o maior interessado em esclarecer os fatos. Fabricio Queiroz sumiu, apelou para o foro privilegiado, um artificio já utilizado por outros criminosos conhecidos. Se cometeu um crime que pague. O fato concreto é que isso não atinge o governo do presidente Jair Bolsonaro, que, assessorado por um ministério que inspira confiança, com certeza colocará em prática o que prometeu durante a campanha.

Temos ainda a estupidez da mudança de placas de veículos. Agora o padrão Mercosul, passa a ser gradativamente implantado. Um país continental como o Brasil terá placas que não identificam o Estado e o município, um sistema que é mais prático e de controle mais fácil.

E temos ainda a incompreensível construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná que nos ligará ao Paraguai. Será construída pela Itaipu Binacional. Alguém consegue me explicar por que uma segunda ponte? Para aumentar o contrabando que vem do Paraguai? Por que não abrir zona franca em Foz do Iguaçu e gerar emprego e renda do lado de cá?

Se a Itaipu tem dinheiro sobrando por que não cobra menos pela energia que consumimos, afinal fomos nós que pagamos a construção da usina. Acho que sou muito atrasado para entender tal prioridade. Acho que estão nos fazendo de bobos e obrigando-nos a pagar mais esta conta.

 

O autor é professor em Nova Santa Rosa

miglioranza@opcaonet.com.br

 

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