Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

Colete à prova de balas

Um misto de euforia e medo tem tomado conta do Brasil nos últimos dias. Enquanto a vacina não vem, e dizem que está muito próxima, ao menos para uma pequena parte da população brasileira nas próximas semanas, os números de infectados e mortes têm subido gradualmente no país. A taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTIs) em hospitais tem aumentado nas principais regiões.

Em Belo Horizonte, Capital de Minas Gerais, um novo lockdown fechou os estabelecimentos não essenciais desde ontem (11), por tempo indeterminado. Só funcionam serviços essenciais, como farmácias, supermercados e postos de combustíveis. Em Manaus, na Capital do Amazonas, as autoridades já se preparam com câmaras frias e gavetas para evitar as tristes e chocantes imagens das valas coletivas que ganharam o mundo no ano passado. Em São Paulo, o número de mortes é o maior desde setembro.

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Muitos fatores podem ser responsáveis por esse aumento, ou por essa segunda onda, como queiram, mas fato é que o afrouxamento do distanciamento social pode ter sido o principal deles. As festas clandestinas e as chocantes imagens de praias abarrotadas de gente no fim de 2020 e começo de 2021 mostram que o pior pode ainda estar por vir. As pessoas cansaram, o verão chegou, as férias não foram canceladas.

Nos hospitais, doentes precisando de vagas, médicos exaustos pedindo que as pessoas fiquem em casa, mas o povo cansou.

A vacina promete ser disponibilizada ainda este mês para os brasileiros que estão entre os mais vulneráveis para a doença. No entanto, serão meses e meses para que ampla parte da população brasileira seja imunizada. Quem puder, e se for possível, pode optar em receber a dose ou as doses do sistema privado. Certamente, se for o caso, será mais rápido para uma grande parte do público brasileiro. E quem não quiser, não tome a vacina, apesar de que esse tipo de atitude parece ter dose nenhuma de bom senso e está carregada de lamentável desinformação. Mas… cada um é cada um. Cada indivíduo deve saber o que é melhor para si, de acordo com suas convicções.

Ano novo, mas para a pandemia nada mudou. Aliás, o que mudou foi a atitude de boa parte da população brasileira, que definitivamente abandonou (ou quase isso) todos os cuidados que teve ao longo dos vários meses de 2020. Bem agora, que o país está próximo de ter uma vacina aprovada, praias, shoppings, festas clandestinas e tantos outros pontos de aglomeração, como na Rua 25 de Março, em São Paulo, antes do Natal, estão sendo lugares de riscos elevados de infecção pelo coronavírus.

O ano começa com receio, mas também com esperança. Quem puder fazer mais uma forcinha, se distancie das pessoas, fique em casa, não promova ou participe de aglomerações. O mundo está vencendo a batalha contra a Covid-19. O que não se pode fazer é tirar o colete à prova de balas justo na última batalha.

 

 

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