Copagril
Editorial

Como foi bom. E como foi

A Copa do Mundo termina neste domingo (15), em jogo eletrizante entre as seleções de França e Croácia. Não acaba como o brasileiro estava imaginando – ou ao menos torcendo -, mas deixa, como sempre, lições para a vida toda. Copa do Mundo não é só futebol.

Pela televisão, com as belas imagens em alta definição captadas por milhares de câmeras, a Copa foi emoção. Nos jogos, nas arquibancadas, nos arredores dos estádios, cenas de amor, felicidade, desilusão e fracasso se multiplicaram ao longo do último mês. Como foi bom ver jogos de grandes seleções, de grandes jogadores, quase todo dia. Como foi bom sofrer e chorar, comemorar a cada gol daquela seleção teoricamente mais fraca e que geralmente ganha o apoio da torcida. Como foi bom ver a felicidade dos jogadores e da torcida do Panamá ao fazer seu primeiro gol na história de mundiais, mesmo que o placar tenha sido 6 a 1 para a Inglaterra.

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Como foi bom ver os dribles, como foi bom ver a persistência de jogadores exaustos no fim das prorrogações. Foi bom ficar debatendo aleatoriamente quem é melhor e o que poderia ter sido feito para a Seleção Brasileira chegar mais longe, como se isso fosse resolver alguma coisa ou todos tivessem a razão. Foi bom ver a paz nos estádios, a amizade em campo. E como foi.

Como foi bom conhecer um pouco mais da Rússia e arrancar do peito a ideia de que eles só têm vodka, armas e caras rabugentas. Foi bom conhecer um pouco mais de cada uma das 32 seleções, de cada um dos 32 países representados. Foi bom ver essa mistura de gente diferente, de costumes, crenças e tradições distintas.

Como foi boa aquela folguinha do trabalho para assistir aos jogos do Brasil – nesse caso foi bom até para quem não curte muito esse tal de futebol, né? Como foi sofrido ver a derrota da Seleção Canarinho, mas foi bom ter ratificada a ideia de que ninguém está ali para passear e que, na ampla maioria das vezes, vence o melhor. Aliás, como foi bom ver a Bélgica jogar. Como foi bom ver o eletrizante jogo de França 4, Argentina 3. Vira-vira do mais alto nível, de tirar o fôlego dos apaixonados por futebol.

Ah, como foi bom. Foi bom ver a seleção da Rússia eliminar gigantes do futebol, como a Espanha, e chegar até as quartas de final, postulando agora entre as oito melhores seleções do Mundial. Foi bom ver a Croácia chegar à final, desbancando adversários nas sofridas prorrogações e pênaltis que mais parecem teste para o coração. Como foi bom viver tudo isso, mesmo que de muito longe.

Ainda restam dois jogos, o de amanhã (14), entre Bélgica e Inglaterra, que decide quem fica com o terceiro lugar, e o de domingo, que consagra o grande campeão da Copa do Mundo de 2018. Infelizmente, para os amantes do futebol, a Copa do Mundo está terminando. Domingo o mundo terá um novo campeão. Chega ao fim o torneio de futebol mais amado na Terra. Daqui quatro anos, torcedores do planeta vão se reunir mais uma vez para esta festa do esporte. Foi bom enquanto durou. E como foi.

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