Copagril – Sou agro com orgulho
Arno Kunzler

Congresso mais atuante

Nem todos concordam, mas é perceptível que nossos congressistas (senadores e deputados e muitas Assembleias Legislativas) formaram uma maioria que se identifica mais com os anseios do povo brasileiro externados na última campanha eleitoral.

O Congresso sonolento e conivente com muitos escândalos e decepções recentes agora está mais altivo e atento aos desmandos que possam ocorrer, sejam patrocinados pelo governo ou entidades, como o Supremo Tribunal Federal (STF).

Casa do Eletricista – Temporizador Jardim

O Congresso evitou recentemente a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada Americana. Ainda que os bolsonaristas tenham defendido a nomeação, é evidente que foi melhor para o governo que Eduardo não tenha passado pelo crivo dos congressistas e feito o pai, Jair, desistir da nomeação.

Agora o Congresso demonstra desconforto e certamente conseguirá reagir à tentativa do STF de fazer os “ajustes” nas leis para continuar “negociando” a liberdade daqueles que lhes interessam.

É bom ver o Congresso em ação e sob a luz do pensamento da maioria dos brasileiros.

Finalmente deputados e senadores demonstram ter um mínimo de capacidade para votar projetos que contrariem interesses corporativistas.

Essa é a grande mudança e o desafio do Brasil.

O Brasil precisa diminuir a incidência da burocracia e a influência danosa sobre o serviço público, das corporações que rodeiam o poder.

O Brasil espera que o Congresso Nacional e os Legislativos estaduais e municipais, se não quiserem cair em completa desgraça, defendam os interesses da maioria e não das minorias em busca de privilégios.

É possível que logo logo nossos ilustres deputados e senadores desmintam essa percepção, mas prefiro acreditar que estejamos melhorando a fazer fila com os que imaginam que a democracia não tem solução.

Os tempos são outros e o pensamento da maioria mudou.

A realidade das contas públicas sugere que não há tempo para postergar decisões.

Que Estados e municípios quebrados precisam do apoio federal, não somente para cobrir o rombo das contas, mas também para tomar decisões duras e sensatas que permitam cortar privilégios e estimular o crescimento econômico.

Nosso país tem muito potencial para crescer, mas não poderá crescer gastando tudo que arrecada com folha de pagamento e aposentadorias e desperdiçando grande parte dos recursos com burocracia e corrupção.

Senhores deputados e senadores, o Brasil tem jeito.

Os brasileiros querem mudar o Brasil e a ferramenta para promover mudanças é o Congresso Nacional.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos da Natureza

arno@opresente.com.br

TOPO