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Tarcísio Vanderlinde

Corona e o testemunho de Flávio

O corona deu um golpe de ippon em nossa arrogância. Alguns egos, contudo, resistem e potencializam a cacofonia de opiniões às quais somos submetidos. Este texto, como qualquer avaliação sobre o assunto, pode estar superado ao ser publicado, tal o tsunami de informações. Li um artigo que autoridades de Wuhan, onde tudo começou, não baixaram a guarda ainda e estão com receio de uma reincidência do vírus. O aconselhamento por lá continua sendo NÃO SAIR DE CASA SEM NECESSIDADE.

Minha reverência aos trabalhadores que aqui no Brasil se dedicam aos serviços essenciais, principalmente ao “exército da saúde” que está no front da pandemia e sem muito tempo para prestar atenção a opiniões desencontradas.

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No âmbito da cristandade, a SEMANA SANTA 2020 ficará para sempre nos anais da história. Nunca foi tão intensa a divulgação da mensagem do PROTAGONISTA, figura central da semana. Ouve-se dizer que muita coisa será diferente quando tudo isto passar. Pode ser, mas há quem desconfie. Temos a tendência de esquecer as boas lições retiradas de momentos desagradáveis aos quais compulsoriamente somos expostos. Quem sobreviver testemunhará.

Para milhões de pessoas, a figura de CRISTO é normalmente aceita de forma pacífica. Neste ano, é possível que a aceitação aumente. Descontando-se as relações promíscuas que às vezes costumam ocorrer entre mensageiros da palavra e a política, a espiritualidade estimulada pela aceitação do CRISTO ajuda em tempos como este. Apesar das divergências teológicas que persistem, temos visto singulares atos de unidade por estes dias.

Flávio Josefo (37-100), escritor judeu, consta no restrito rol de historiadores da antiguidade que fizeram referência aos acontecimentos desta semana fora da Bíblia. O escrito que deixou entrou para os anais como Testimonium Flavianum (Testemunho de Flávio) e consta na obra “Antiguidades Judaicas”. Um estudo publicado pelo historiador Shlomo Pines, em 1971, reforça a autenticidade do testemunho. Sua fonte foi um inusitado texto do Testemunho de Flávio publicado em árabe datado do século X. Segue o trecho traduzido:

“Naquele tempo havia um homem sábio chamado Jesus. Seu procedimento era bom e era conhecido por suas virtudes. E muitas pessoas dentre os judeus e de outras nações tornaram-se seus seguidores. Pilatos o condenou a ser crucificado e a morrer. Mas aqueles que se tornaram seus discípulos não abriram mão de seu discipulado. Eles relataram que ele lhes teria aparecido três dias depois da sua crucificação e que estaria vivo. Tendo isso em vista, ele talvez tenha sido o Messias, a respeito do qual os profetas relatavam maravilhas” (Fontes: Antiguidades judaicas e Revista Chamada, fev. de 2020).

 

O autor é professor sênior da Unioeste

tarcisiovanderlinde@gmail.com

 

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